AGUARDE
03 agosto 2016

‘Vidas Partidas’ retrata violência doméstica

Filme de Marcos Schechtman traz Domingos Montagner e Naura Schneider nos papeis principais

Vidas Partidas só chega nos cinemas de todo Brasil na próxima quinta-feira, mas uma pré-estreia movimentou a noite carioca na última terça-feira. O diretor Marcos Schechtman e os protagonistas Domingos Montagner e Naura Schneider marcaram presença no evento e debateram sobre o assunto central da trama, a violência contra a mulher.

Inspirado em fatos reais, o filme retrata a vida do casal Graça e Raul desde o momento em que eles se apaixonam até a fase em que ele começa a agredir. Na trama eles criam uma família perfeita até que, enquanto Graça evolui no trabalho, Raul fica desempregado. Para ajudar, ela pede que o amigo e ex-marido indique secretamente Raul para uma vaga de professor em uma Universidade. Quando consegue o cargo, Raul, aos poucos, torna-se agressivo e possessivo com a esposa, resultando em frequentes cenas de violência doméstica.

Naura Schneider fica irreconhecível em Vidas Partidas / Foto: Divulgação

Para a construção dos personagens o elenco passou por um processo muito delicado e sofisticado em termos de abordagem do assunto. Eles tiveram auxilio de um psicólogo e de uma preparadora de elenco e analisaram juntos o assunto principal do filme sobre diversos aspectos. “Eu acho que um dos grandes méritos do filme e apresentar a grande complexidade desse assunto e não realmente apontar objetivamente onde ele começa e quais são as características porque a gente vê que é um assunto bastante mutável”, declarou Domingos Montangner.

Domingos Montagner em cena / Foto: Divulgação

O diretor Marcos Schechtman destacou o quanto foi bacana fazer esse filme pelo fato de ter mergulhado a fundo no assunto com um olhar muito próprio tentando enxergar o que explica esse tipo de relação inexplicável. “A gente mergulhou fundo aproximando a lente desse casal e tentando entender esse mecanismo simbiótico, perverso entre eles que acaba gerando esse tipo de relação, que a gente poderia dizer que é um amor doentio”, afirmou Schechtman.

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