AGUARDE
04 março 2015

11 lugares incomuns para o surfe

A gigante da comunicação CNN listou 11 ondas que são improváveis destinos de surfe

O crowd presente na maioria dos picos do mundo todo tem estimulado alguns surfistas a procurarem destinos cada vez mais inusitados para pegarem ondas. Seja em rios ou locais remotos de difícil acesso, essa é uma saída para quem quer surfar com ninguém do lado.A Pororoca, que significa rugido em tupi-guarani, é cercada de mistério, já que ela acontece no coração da Floresta Amazônica, onde quase não encontramos água salgada. Esse é um fenômeno natural que ocorre em momentos muito específicos. Para que essas ondas, que duram mais de 30 minutos, aconteçam, é preciso que as águas do mar se encontrem com as ribeirinhas em dias de lua nova ou cheia. A onda é formada devido à diferença de amplitude entre as marés cheia e rasa.

Serginho Laus, um dos maiores divulgadores do surfe na Pororoca. Foto: http://aventurasdolaus.blogspot.com.br

Uma das primeiras ondas de rio a serem surfadas no mundo, ainda continua sendo um lugar pouco provável para a prática do esporte. O Englischer Garten, jardim inglês, é um dos principais pontos turísticos de Munique, na Alemanha. Com 4 quilometros quadrados de verde, este parque que está entre os maiores dentro de um centro urbano, guarda um inesperado pico de surfe.

A prática por lá começou nos anos 1960 e chegou a ser proibida, mas foi liberada em 2010. Hoje existe até fila para uma sessão gelada na “onda” gerada quando o fluxo da água passa sobre um degrau no leito do rio. Antes de se animar, vale destacar os avisos que o pico só deve ser encarado por surfistas experientes e de preferência com capacete.

O visual do projeto arquitetônico de Moshe Safdie, “Habitat 67”, em Montreal, no Canadá, chama tanta atenção quanto os surfistas que passam por ali em direção a onda formada bem em frente a construção modular de 1967.

A alta velocidade do rio Saint Lawrence bate em um degrau e forma uma onda que está fazendo a cabeça dos canadenses e turistas. Foi o 3 vezes campeão mundial de caiaque freestyle, Corran Addison quem desbravou esta onda de prancha em 2002.

Já imaginou uma onda com mais de 8 quilometros de extenção? Pois ela existe e pode proporcionar ondas de mais de 2 metros e meio. Severn Bore fica no Reino Unido, mais precisamente em Gloucestershire, onde o canal de Bristol invade o Severn Estuary.

As maiores ondas rolam na primavera e além do tamanho, a extensão é outra característica que impressiona. Para quem quiser desbravar este pico, os locais para entrar no rio ficam perto do Severn Bore Pun na Main Street, no vilarejo de Minsterworth.

Depois de alguns rios, vamos exibir um lago. Lake Michigan, nos Estados Unidos, é o único lago que possui ventos suficientemente fortes para produzir ondas. O fenômeno ocorre apenas 10 dias por ano, geralmente entre junho e agosto.

Crowd definitivamente não é um problema para o surfe na Antártica. Até o momento apenas o chileno Ramon Navarro foi desbravar esse pico através de um projeto de seu patrocinador. A distância e a estrutura necessária tornam esta surf trip viável apenas para os milionários ou para quem tem um patrociandor disposto a bancar a brincadeira.

Com mais de 2 quilometros de extensão, a esquerda de Skeleton Bay, na Namíbia, se tornou uma das ondas mais cobiçadas do planeta. Descoberta em 2009, Skeleton é um destino difícil de chegar e mesmo assim o crowd aumenta a cada temporada, graças as surf trips que despejam dezenas de surfistas no pico ao mesmo tempo.

Bangladesh é um país islâmico, que possui uma cultura de surfe em evolução graças a dedicação de Jafar Alam, o primeiro campeão nacional de surfe. Jafar é responsável pela primeira escola do esporte do país e trabalha com pranchas doadas por surfistas do mundo todo.

Entre março e dezembro a turma da pranchinha faz a festa e entre janeiro e fevereiro é a hora de usar os pranchões.

Localizada na baía de Bengal, em Chittagong, Cox’s Bazar não é um local de difícil acesso porque a cidade possui seu próprio aeroporto com voos regulares para a capital, Dakaha.

Quando a The Surfer Mag fez uma expedição para descobrir picos inexplorados em 2000, eles descobriram a costa do Oman, um país localizado na extremidade oriental da Península Arábica. Banhado pelo Golfo Árabe, pelo Golfo do Oman e pelo mar da Arábia, Oman é um país com 82% de seu território desértico.

O período do ano mais indicado para explorar a região é entre junho e setembro quando podem ser geradas ondas entre 2 e 3 metros. Mas com uma guerra na região do Iêmen, é melhor deixar esta aventura para uma outra época.Mesmo com água quente, ondulações consistentes que vem do Atlântico Sul e poucos surfistas, a praia de Busua, em Gana, é um destino ainda inexplorado.

Localizada em uma praia conhecida por seu resort, Busua fica na costa oeste há 37 quilometros do aeroporto de Takoradi.Surfar na Islândia requer um pouco de força de vontade. Para começar pela congelante temperatura e pelas rápidas mudanças nas condições climáticas. Lá é sempre preciso estar no lugar certo na hora certa.

Um dos picos mais tradicionais é a península de Reykjanes, que proporciona ondas mais consistentes graças ao fundo de coral vulcânico.

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