AGUARDE
13 junho 2018

4 a 1

O domínio brasileiro no CT masculino 2018

Em 2014, quando o Brasil chegou no topo do surfe competição com Gabriel Medina, a história do país dentro do circuito mundial iniciou uma nova fase. No ano seguinte, a vitória de Filipe Toledo em três eventos e a consagração de Adriano de Souza como número um no final da temporada, mostraram que a nação verde e amarela tinha outras e potentes armas além do surfista de Maresias. 

A partir daí, o Brasil, que ás vezes era encarado como um time de segundo escalão na elite, enfim ganhou status de protagonista ao lado do Havaí, Austrália e Estados Unidos. Porém, aqueles que apelidaram a fase de tempestade brasileira, não imaginavam que o período desse movimento estava longe do fim e que novas e mais surpreendentes acontecimentos estavam por acontecer.

Quando será o auge do Brasil no surfe competição a gente não sabe, mas que o momento da seleção verde e amarela no CT em 2018 está sendo se precedentes, isso é fato. Das cinco provas realizadas até o momento, o Brasil saiu consagrado como campeão em quatro. 

Em Bells Beach nem a festa preparada para a aposentadoria de Mick Fanning foi capaz de apagar a supremacia de Italo Ferreira dentro d’água. Na sequência, Filipe Toledo venceu e convenceu no Maracanã do surfe. Italo Ferreira, que tinha conquistado a primeira vitória dele na World Surf League a meses atrás, parecia um campeão veterano em Keramas. Por fim, quando os haters do momento brasileiro no surfe competição imaginavam que a sequência de vitórias verde e amarela no CT estava encerrada, com a eliminação nas quartas de final em Uluwatu de Gabriel Medina e Filipe Toledo, surge o gigante Willian Cardoso.

Panda, que passou mais de uma década para realizar o sonho de fazer parte da elite do surfe mundial, é a prova de que nessa guerra, o ataque brasileiro vem de todos os lados. Que o diga o australiano Julian Wilson, que apesar de ocupar a primeira posição no ranking, sofre a pressão de quatro brasileiros. 

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