AGUARDE
30 abril 2014

40 Oz. to freedom

Sublime - 40 Oz. to freedom.1992

Nos blogues e resenhas disponíveis no saite da Amazon sobre o 40 Oz. to freedom é comum ler a frase:

(em 1992) Quando eu tinha 15 anos e ouvi aquilo, na mesma hora estava fisgado para o resto da vida. Sublime virou ali minha banda predileta.
Eu tinha 25, Jack McCoy acabara de lançar o irresistível Green Iguana (buana) e Sublime iluminava o vídeo com uma versão esmagadora de We're only gonna die for our arrogance (originalmente do Bad Religion), nada mais seria igual.
Taylor Steele dobrou-se no Momentum 2 (Hope, cover dos Descendents) e a jovem marquinha legal da califórnia Lost! não perdia uma oportunidade de usar músicas do Sublime nos vídeos - quem é capaz de esquecer What's really going on ?
Se por algum acaso do destino voce não tivesse 15 ou 16 anos em 1992, ou 1995, ano da segunda prensagem, bastava empurrar o CD 40 Oz. to freedom no tocador para imediatamente tornar-se um adolescente saltitante e hiper-ativo fazendo caretas e tocando sua guitarra imaginária pelos cantos da casa.
Brad Nowell era um liquidificador a base de heroína, speed, fumo, alcool e tudo mais que detonasse sua percepção da realidade e aparentemente graças a isso ele foi transformando canções consagradas do Grateful Dead (Scarlet Begonias), Toots and the Maytals (54-46 that's my number), Bad Religion (We're only gonna die), Descendents (Hope),Toyes (Smoke two joints) em outra coisa completamente diferente, em músicas do Sublime.
A cultura do sampler explodia no Rap, Hip-hop e alguma coisa já começava a aparecer aqui e ali nos outros genêros e 40 Oz. to freedom era uma chuva de referências para a garotada que ouvia a tempestade sonora do Sublime.
As gotas vinham de todos lados: George Clinton, Minutemen, Public Enemy, Beastie Boys, N.W.A, Eazy E, Kurtis Blow, Specials, Russ Meyers(do filme Beyond the valley of the dolls) e até Gershwin.
O disco parecia ter sido gravado no quarto ao lado do seu enquanto o rádio sintonizava na sua estação preferida, tocando Ragga, Reggae, Rap, Hard-core, Hip-hop, punk, dub sem parar.
Uma nova geração de bandas aparecia para nos empurrar pra dentro d'água tentar coisas novas com pranchas mais estreitas e de resposta imediata.
Era hora de misturar os estilos, fishes, single fins, quads, twins, eggs e andar pra frente, pro lado, pra cima e rodar - evoluir.
Machado, Dorian, Slater, Kalani e Knox pareciam surfar no ritmo do Sublime - e voce tambem.

 

 

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