AGUARDE
10 abril 2019

A vez da nova geração

Uma das principais críticas ao circuito da elite do surfe mundial feminino é a falta de renovação. A temporada de 2017 contou com apenas uma novidade no seleto grupo das 17 melhores do mundo, a australiana Bronte Macaulay;  No ano seguinte esse número se repetiu, Caroline Marks era a única surfista inédita; Já nessa temporada, a costa-riquenha Brisa Hennessy e australiana Macy Callaghan são as duas estreantes no tour, mas a primeira prova do ano ainda contou com a participação de uma convidada, que está com um pé CT 2020, a campeã da triagem Isabela Nichols. 

Brisa Hennessy é uma das novidades do CT 2019 / Foto: WSL

Na prova realizada em Duranbah, na costa dourada australiana, foram as surfistas com menos tempos tempo de circuito que roubaram a cena. Logo na fase de abertura, a brasileira Tatiana Weston-Webb registrou o terceiro maior somatório do evento inteiro, 15,16 pontos, na quarta bateria. 

Tatiana Weston-Webb registrou 15,16 pontos na terceira fase / Foto: WSL

 

Na fase seguinte, que contou com duas baterias de três competidoras e eliminou duas, as estreantes Brisa Hennessy e Macy Callaghan avançaram junto com as veteranas Sally Fitzgibbons e Coco Ho.  A terceira fase inaugurou o novo formato de baterias simultâneas e deixou as disputas mulher a mulher mais dinâmicas. Sem sombra de dúvidas a bateria entre a havaiana Malia Manuel e a aussie Nikki Van Dijk foi a mais eletrizante. Ambas apresentaram um surfe de alto nível e alternaram a liderança em diversos momentos. Ao fim dos quarenta minutos o placar foi de 15,10 pontos para Malia contra 14,67 pontos de Nikki. Ainda da terceira fase, a norte-americana Sage Erickson, que substituiu a australiana Tyler Wright na prova, surpreendeu a defensora do título da etapa Lakey Peterson e avançou com folga para as quartas de final.  

 

"Para mim, sendo a segunda alternete, não tenho uma vaga garantida com as mudanças das regras - os comissários  terão que me escolher. Isso me deixou chateada. Agora eu quero provar o meu talendo ao invés de ficar chateada com a decisão de não ter vaga garantida desde o início do ano," desabafou Sage após derrotar Lakey. 

 

As quatro baterias das quartas de final foram bastante acirradas, mas vale destacar a primeira delas, que colocou frente a frente a surfista mais experiente do circuito,  Stephanie Gilmore de 31 anos, e a caçula do tour, Caroline Marks, de 17 anos. A revelação de 2018 não se intimidou diante da heptacampeã mundial e destruiu as direitas do pico para registrar 16,80 pontos de vinte possíveis. A grande estrela australiana foi eliminada precisando de um 9,63 pontos para virar. 

 

 

Depois de bater Lakey Peterson e Stephanie Gilmore, Caroline Marks passou por Malia Manuel na semifinal e derrotou a tricampeã mundial Carissa Moore na grande final usando a mesma arma das baterias anteriores: as batidas e rasgadas de backside. Caroline derrubou 10 títulos mundiais numa tacada só e deixou claro que vai brigar pelo caneco de 2019 com unhas e dentes. A próxima etapa do CT acontece em Bells Beach, também na Austrália, entre os dias 17 e 27 de abril.

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