AGUARDE
05 outubro 2017

Adriano de Souza recarrega as energias com visita à projeto social no Guarujá

Nascido e criado no Guarujá, Adriano de Souza se encontrou com crianças e adolescentes na praia da Enseada.

 Atual número seis na corrida pelo título mundial de surfe, Adriano de Souza aproveitou sua breve passagem pelo Brasil, antes do início da perna europeia, para prestigiar o trabalho social comandado pelo bicampeão brasileiro, Jojó de Olivença, no Guaujá. 

A ONG Projeto Ondas, que visa dar crescimento social às crianças de baixa renda, é um sucesso com muitos ex-alunos tendo se tornado advogados, enfermeiros, professores, entre outras profissões.

Nascido e criado no Guarujá, Adriano de Souza se encontrou com 50 crianças e adolescentes na praia da Enseada. Nessa reunião, organizada pela Kenner, patrocinadora do surfista, Adriano contou a história de sucesso dele, ajudou a molecada dentro d’água e teve a chance de voltar as origens.

“Tenho vindo bem pouco para cá por conta do meu calendário, que aperta a cada ano. Com certeza, estar próximo das pessoas que fazem parte da minha história é um grande impulso”

Responsável por ajudar financeiramente a família, que segue morando no Guarujá, Adriano se sente bem em voltar para casa e ter a sensação de trabalho concluído. Com uma torcida grande por lá, assim como no país todo, Adriano credita esse carinho ao crescimento do esporte no Brasil.

“Hoje nós temos uma visibilidade muito boa com grandes veículos passando surfe e cobrindo o circuito mundial. Eu faço parte disso e está sendo muito bom viver esse período.”

Mas nem tudo são flores para o surfe no Brasil e Adriano de Souza sabe disso, tanto é que ele patrocina a única seletiva brasileira para o mundial Pro Jr da Word Surf League em 2017. Além de ajudar a molecada da nova geração, Mineirinho ainda presta uma homenagem ao amigo Ricardo dos Santos com essa atitude, já que o evento, que acontece entre os dias 13 e 15 de outubro, se chamará RDS Pro Jr. 
 

“Hoje estamos passando por um período muito difícil. Os atletas que estão no circuito mundial estão com um suporte bem grande, mas está faltando apoio para a criançada.”
 

Com um calendário apertado, Adriano de Souza não tem tido tempo para se preparar especificamente para os eventos do CT e o máximo que ele consegue em intervalos curtos, como esse que separou as provas de Trestles, na Califórnia, da batalha da França, é fazer uma reabilitação.

Essa rotina do campeão mundial de 2015 não só dificulta uma dedicação maior ao próprio tour como também influência planos fora do tour, como por exemplo ter um projeto social.
 

“Passo muito tempo fora do Brasil, mas gostaria de criar um projeto social. Seria na minha residência atual (Florianópolis) porque quero fazer parte e estar presente. Não adianta nada fazer no Guarujá com meu nome se eu não posso estar presente e participar.”

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