AGUARDE
07 julho 2016

Alexandra Rinder

A maturidade da mais nova bodyboarder a ser campeã mundial

Com 18 anos, completados no dia 13 de maio de 2016, a espanhola Alexandra Rinder é o atual fenômeno do circuito mundial de bodyboard. A competidora das Ilhas Canárias, que é bicampeã do mundo, se destacou aos 14 anos de idade, depois de ter terminado em terceiro lugar no ISA Bodyboarding Games em 2011.

Apesar da pouca idade, Alexandra, que esteve em Itacoatiara, Niterói, no Rio de Janeiro, no mês junho para participar da prova de abertura do circuito mundial de 2016 conversou com uma equipe do Woohoo e foi direta ao afirmar que a APB precisa dar atenção ao bodyboard feminino.

Espero que o circuito mundial mude para que eu possa continuar a fazer o que eu amo.

 

Alexandra é apontada como uma das mais radicais. Foto: Internet

Alexandra é apontada como uma das mais radicais. Foto: Internet

Veja a opinião da bicampeã mundial sobre diferentes assuntos.


Itacoatiara:

É a minha primeira vez aqui em Itacoatiara. É muito bom que eles tenham feito esse campeonato para a gente. Uma onda mais forte do que muitas outras do tour, então acho que é uma boa oportunidade para a gente mostrar, que podemos surfar ondas maiores e mais fortes. Espero que no ano que vem essa prova continue.

Início tardio da temporada de 2016:

Isso não é muito bom. Estávamos quase há um ano sem competir. Como competidoras esse é o nosso trabalho, então já que este é o nosso trabalho, precisamos fazer isso o ano todo. Um descanso de três meses tudo bem, mas na verdade foram muitos.

Depois de tantos meses sem competir, a gente perde o ritmo e aí para voltar é mais difícil. Espero que no próximo ano, a temporada comece antes, para a gente poder correr mais competições ou que pelo menos dividam melhor as provas durante o ano. Agora por exemplo, temos todas as provas juntas.

É muito estresse em pouco tempo, como competidora é muito cansativo para o corpo. Por isso, acho melhor que espalhe melhor os eventos durante o ano ou que façam mais provas, mas com intervalos maiores.

Chile:

Chile para mim é o Chile. Sempre vai estar no meu coração. Todos os meus títulos mundiais conquistei lá. As ondas de lá me encantam.

Circuito mundial de bodyboard feminino:

Esses anos foram difíceis para o circuito feminino. Piorou muito a parte econômica para as mulheres. Acho isso um pouco inaceitável, porque já é muito difícil para a gente encontrar patrocinadores e essa desvalorização não ajuda. O patrocinador pergunta sobre as provas que você vai correr no ano e a cada semana a APB muda as provas e as premiações, aí fica difícil organizar a temporada.

Espero que nos próximos anos, a APB trabalhe um pouco melhor. Com mais dinheiro e organização, para a gente se programar no princípio do ano, porque nós não temos tanto dinheiro para mudar passagens e de uma hora para outra ir para outro país. Acho que falta um pouco mais de organização.

O que pode ser feito pelas mulheres para ajudar a melhorar o bodyboard feminino?

Esta é uma boa questão, mas o que mais eu posso fazer? Sou a competidora mais jovem da modalidade a ser campeã mundial e fiz todo o possível para marcar o bodyboard feminino, assim como a Isabela. A gente tem provado que podemos surfar tão radical quanto os homens. A culpa não é nossa, a única coisa que podemos fazer é mostrar para as pessoas que nós também podemos competir bem e surfar incrível. O restante está nas mãos dos outros. Eu sempre vou surfar em ondas grandes, sei que tem competidoras que não surfam, mas se você quer correr o tour tem que saber surfar em todas as condições.

Talvez se pudesse fazer alguma coisa, falaria para as garotas para elas se esforçarem para competir em ondas maiores. Apesar de eu e a Isabela já termos mostrado isso. Nós surfamos ondas maiores, surfamos mais radical. Ás vezes, acho que eles (APB) não querem, não sei Também acho que eles estão investindo nos homens e deixando as mulheres para trás. É feio ver isso, e espero que isso mude nos próximos anos. Eles (APB), já nos disseram que ia melhorar. Eu confio no Alex (Leon), então espero que mude, caso contrário vai chegar um momento em que eu não vou mais poder competir o tour, porque meus patrocinadores não vão aceitar essas coisas. Espero que mude para que eu possa continuar a fazer o que eu gosto e viver do meu sonho.

Isabela e Alexandra são as bodyboarders mais radicais da atualidade. Foto: Internet

Isabela e Alexandra são as bodyboarders mais radicais da atualidade. Foto: Internet

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