AGUARDE
03 maio 2019

Andrea Moller entra para o Livro dos Recordes

Onda surfada em 2016 foi reconhecida só agora

A World Surf League parece ter ignorado o burburinho que se formou nas redes sociais logo após o anúncio dos finalistas da edição de 2019 do Big Wave Awards. A contestação se referia ao principal prêmio: onda do ano, já que alguns selecionados não surfaram na remada ou então não completaram suas bombas. E foi exatamente uma onda incompleta a eleita como a melhor da temporada. O sul-africano Grant “Twiggy” Baker desceu a montanha d’água em Jaws, no Havaí, e ainda tentou entubar, mas foi engolido pela onda. Mesmo assim, saiu da premiação na Califórnia, com o troféu de onda do ano que ainda foi escolhida como a maior onda surfada na remada.

 

 

Mas esses não foram os únicos prêmios do big rider de Durban. Campeão do BWT de Nazaré, em Portugal, e líder do circuito quando a temporada 2018/2019 chegou ao fim, o sul-africano foi coroado o campeão mundial de ondas grandes dessa temporada junto com a havaiana Keala Kennelly, vencedora do único evento das mulheres que rolou em Jaws, no Havaí. E por falar no pico de Peahi, foi de lá que saíram outro grandes prêmios do Big Wave Awards 2019. Havaiano da ilha de Maui, Kai Lenny faturou dois prêmios: o de maior onda e performance masculina. Esses dois troféus, mas no caso das mulheres, foram para a francesa de Seignosse, Justine Dupont. Em 18 de novembro do ano passado, ela encarou as ondas pesadas de Nazaré que lhe renderam o prêmio de maior onda surfada por uma mulher. 

Já a categoria de onda surfada na remada por uma mulher foi vencida pela brasileira Andre Moller, que ainda colocou seu nome no cobiçado Guinness Book, o Livro dos Recordes. Sua bomba de Jaws surfada no dia 16 de janeiro de 2016 media 42 pés, cerca de 15 metros, e Andrea desceu com muita maestria. Na noite de ontem, ela mal podia acreditar no seu feito e lembrou da situação com Sunny Garcia, que movimentou a comunidade mundial do surfe essa semana.

 

Lembro desse dia como se fosse ontem. Era ano de El Niño, as condições estavam lindas. Eu entrei sem muita expectativa e de repente tudo aconteceu. Tem sido uma semana difícil. Acho que o que aconteceu com o Sunny Garcia talvez faça com que as pessoas olhem ao redor e se amem. Nós todos estamos aqui por uma razão. Amamos o mar e o surfe. Não se trata de prêmio, mas sim de estarmos no mar todos juntos.

 

 

O Big Wave Awards também premia a pior vaca do ano. E nessa edição quem se deu pior, digamos assim, foi o havaiano Makua Rothman, em Cloudbreak, Fiji, no swell histórico que atingiu o arquipélago em maio do ano passado.

 

Tags:
COMPARTILHAR