AGUARDE
17 julho 2015

Animação em pauta

Anima Mundi chega em São Paulo com versão idêntica a exibida no Rio de Janeiro

Após passar pelo Rio de Janeiro, onde atraiu mais de 20 mil pessoas em 5 dias de evento, o Anima Mundi já está em São Paulo onde também vai exibir 450 produções de 40 países, realizar fóruns, debates e as tradicionais oficinas gratuitas.

Na edição carioca, um dos momentos mais disputados foi a pré-estreia latino-americana de O pequeno príncipe, de Mark Osborne, que também realizou Kung fu panda. O americano, que se encantou pelo livro do francês Antoine de Saint-Exupéry, de 1943, quando foi estudar animação na Califórnia, se surpreendeu a ser convidado para adaptar a obra literária para as telonas. O roteiro, escrito pelo próprio Mark, foi adaptado do livro para os dias atuais e por isso novos personagens surgiram na história.

Outros filmes badalados da 23ª edição do Anima Mundi foram: o indicado ao Oscar, Song the sea, de Tomm Moore, e Shaun, the Sheep, de Will Becher.

Representando o Brasil como único longa nacional no festival Nautilus – A Primeira Aventura de Colombo, de Rodrigo Gava, foi eleito na mostra do Rio de Janeiro como melhor filme na categoria popular da maratona Firjan. A animação, que fez sua pré-estreia no festival, conta a saga da primeira aventura do jovem Cristóvão Colombo para salvar seu pai da falência, em 1464. Em uma ilha perdida e com um mapa do tesouro em mãos, ele precisa enfrentar piratas e o monstro marinho Nautilus. Para isso, tem a ajuda dos amigos Leonardo da Vinci e Mona Lisa. Neste trabalho concebido para exibições em 3-D, Isabelle Drummond e José Wilker, falecido em 2014, dão vozes a Sereia Mab e ao líder dos cavaleiros templários.

Este filme é uma animação 2-D digital feita no computador, que devido ao software utilizado, nasceu para ser exibida em 3-D

'Nautilus – A Primeira Aventura de Colombo’, de Rodrigo Gava, foi o único longa brasileiro no Anima Mundi 2015

'Nautilus – A Primeira Aventura de Colombo’, de Rodrigo Gava, foi o único longa brasileiro no Anima Mundi 2015

A novidade na premiação da edição de 2015 do Anima Mundi foi a entrada da categoria publicidade, que muitas vezes funciona como incentivador do segmento, como constatou Aída Queiroz, uma das quatro curadoras e criadoras do festival.

No Brasil durante muito tempo a produção de animação que existia estava na publicidade e como ela nunca parou ela acompanha a evolução do mercado com muita mais velocidade

Animação não é coisa exclusiva para crianças e a prova disso são filmes voltados para os adultos. Nesta lista, um dos mais comentados foi Rocks in my pockets, de Signe Baumane, da Letônia. Este trabalho, muito elogiado pela densidade, é o primeiro longa-metragem da diretora que, depois de se aventurar em 15 curtas de animação, decidiu abordar sua luta contra a depressão em um filme animado.

Além da exibir os filmes de diferentes países, o Anima Mundi possui como marca registrada as oficinas. Nesta área, crianças e adultos entendem sobre as diferentes técnicas de animação e tem a possibilidade de realizar seu próprio filme.

Na edição carioca do Anima Mundi, que em 2015 aconteceu pela primeira vez na Cidade das Artes, foram oferecidas oficinas de pixilation, 2D, areia, animação na película, zootrópio e massinha. Presente no festival com a família, o técnico em informática Nelson Santana ressaltou a importância do Anima Mundi ir além dos filmes.

Essa proposta do Anima Mundi é muito interessante, porque além de mostrar os filmes na tela, eles dão a chance ao público de produzir seu próprio filme

Em São Paulo, o Anima Mundi já chegou ao fim, mas em São Paulo o festival está só começando e vai até domingo, dia 19 de julho, na Cinemateca Brasileira e no Caixa Belas Artes. Para saber a programação acesse o site do festival.

Tags:
COMPARTILHAR