AGUARDE
05 fevereiro 2015

As melhores notas dez de 2014

As ondas que encantaram os juízes e o público na última temporada!

O ano de 2014 foi histórico para o mundo do surfe. Não só pela primeira vitória brasileira com Gabriel Medina, mas também por campeonatos eletrizantes, disputados em ondas perfeitas e belas transmissões que ajudaram a popularizar o esporte ainda mais. Para celebrar a temporada, a recém-criada WSL (World Surf League) selecionou as dez melhores notas dez do ano passado. Vale ressaltar que as ondas não estão em uma lista ordenada, apenas no grupo das “melhores do ano”. Além disso, a instituição procurou misturar diversas vertentes do esporte como o longboard, os eventos especiais e o BWWT (Big Wave World Tour) e não focou apenas no WCT - embora a maioria das notas tenha vindo mesmo da elite mundial.Para começar, um dez específico não poderia ficar de fora: o de Kelly Slater na etapa de Teahupo’o, no Taiti. O evento foi considerado inesquecível e a semifinal entre o 11 vezes campeão do mundo e o havaiano John John Florence foi eleita uma das melhores baterias de todos os tempos. O mar estava épico e logo na sua primeira onda, Slater tirou um tubo nota dez daqueles inesquecíveis. A bateria terminou empatada e justamente essa nota foi usada no critério de desempate. Slater pode até ser um dos mais velhos da elite, mas ele, sem dúvidas, vem mostrando que continua sendo referência.

Já que abrimos falando do maior ícone do esporte, nada mais justo do que chamar para a lista seu ídolo, o rei do estilo, Tom Curren. Durante a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, o norte-americano participou de uma bateria especial contra outra lenda do esporte, o australiano Mark Occhiluppo, e sacou uma nota dez espetacular. O tricampeão mundial desenhou uma bela linha na onda e fechou a apresentação com um tubo pra ninguém colocar defeito. Três semanas antes do evento, Curren havia completado 50 anos de vida, mas seu surfe prova que a idade é apenas um número.

O australiano Owen Wright não venceu a etapa do Taiti, mas a sua disposição no evento foi de tirar o chapéu. O irmão da também top da WSL, Tyler Wright, demonstrou ter muita coragem naquele ambiente e protagonizou uma das sete notas dez do evento. Por conta disso, ele recebeu o prêmio “Andy Irons Most Committed Performance”, que é dado ao autor do melhor desempenho no WCT de Teahupo’o desde 2011 - ano seguinte à morte do saudoso tricampeão mundial. Ao assistir essa onda mágica que lhe rendeu uma nota dez e um lugarzinho nessa lista, não podemos duvidar de que ele mereceu o reconhecimento.

O ano de 2014 rendeu um presente e tanto para Stephanie Gilmore. A australiana conquistou o seu sexto título mundial e fez jus, mais uma vez, ao apelido de “Kelly Slater de saias”. Mas além do título, a estrela do Tour conquistou outros feitos. As meninas da elite competiram pela primeira vez nas ondas manobráveis de Trestles, na Califórnia, Estados Unidos, e a hexacampeã não deixou esse fato passar despercebido. Para carimbar a estreia da elite feminina nas ondas que têm a fama de serem as mais manobráveis do planeta, a aussie não só venceu o evento como arrancou uma nota dez na grande final contra sua compatriota Sally Fitzgibbons.

Como já foi dito aqui, a WSL não quis analisar apenas as ondas do WCT. Por conta disso, a nota dez do francês Antoine Delpero, competidor de longboard, veio para essa lista. O cenário foi Riyue Bay, na China, onde as condições estavam muito boas e Delpero não deixou sua chance escapar. A onda foi a primeira nota dez capturada por um drone (câmera aérea) em um campeonato da modalidade. A tecnologia de captação dessa imagem é ultra moderna, mas o estilo de Delpero nos remete à outra época e à essência do esporte.

O começo de 2014 foi difícil para Courtney Conlogue, já que uma lesão no tornozelo a deixou de fora de três etapas. No entanto, a norte-americana voltou com força total. Nos últimos três eventos do ano (França, Portugal e Havaí), ela chegou - no mínimo - até às quartas de final e se reclassificou para a elite de 2015 sem dificuldade. Na última prova, em Maui, no Havaí, Courtney protagonizou uma nota dez para juiz nenhum duvidar. Com performances desse nível, não há dúvidas de que podemos esperar muita coisa da californiana em 2015.

Assim como o campeonato de longboard e os eventos especiais da WSL, o BWWT, Big Wave World Tour, foi mais um que “fugiu da linha WCT”. Na grande final da etapa de Punta Galea, na Espanha, o norte-americano Nic Lamb dropou uma esquerda alucinante e faturou uma nota dez de dar inveja nos adversários. Com a vitória no evento, Lamb pulou oito posições no ranking geral e terminou a temporada na terceira colocação - a mesma de 2013. O que será que o californiano vai aprontar em 2015?

Se estamos falando das melhores notas dez de 2014, uma em especial não poderia faltar: a nota máxima de Gabriel Medina na final do Pipe Masters. O garoto de Maresias já tinha feito história como o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, mas nem assim ele quis deixar a competição e seguiu firme até a decisão no cultuado pico de Pipeline, na costa norte de Oahu, no Havaí. Essa foi a última bateria do ano e, paradoxalmente, o primeiro dez de Medina em 2014. Ele pegou uma direita para Backdoor com tanta categoria que aumentou ainda mais o volume dos gritos que vinham da areia, pois a torcida brasileira não parava de berrar um uníssono “VAI, MEDINA”. Mas embora o título do Pipe Masters tenha ficado com o australiano Julian Wilson, o dia e o ano foram mesmo do brasileiro.

Quem encerra essa super lista é a nota dez do havaiano John John Florence, na etapa de Hossegor, na França. Ao entubar para a direita e dar boas rasgadas, a merecida nota dez ajudou ainda mais no caminho para a vitória na etapa. O ano de 2014 foi muito bom para o garoto de apenas 22 anos, já que ele terminou a temporada na terceira posição - a melhor da sua carreira até o momento - e a cada dia vem mostrando seu alto nível de surfe. John John começou 2015 com o pé direito - embora seja regular -, já que venceu o Pipe Pro pela quarta vez. Será que esse ano é de John John Florence?

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