AGUARDE
12 março 2015

Bodysurfer transforma objetos achados no fundo do mar em arte

No Havaí, Mark Cunningham consegue os elementos para suas instalações

wpid-mark-cunningham-profile-677

Mark Cunningham é conhecido como um dos maiores bodysurfers do planeta. O lendário casca grossa tem anos de serviços prestados como Salva Vidas na Ilha de Oahu. Depois de aposentar o uniforme há alguns anos, ele juntou suas duas maiores paixões para fazer arte. Com muitas horas na água fazendo snorkeling ou pegando onda de peito ele começou a procurar objetos deixados ou perdidos no fundo do mar junto com sua companheira Katye Killiebrew.

O castigo da água salgada e do sol transforma os objetos de uma maneira especial. A dupla procura os tesouros e vai montando instalações que já foram exibidas nos quatro cantos do mundo. A dupla vai abrir uma loja em Honolulu em breve e Mike deu uma entrevista para o site grindtv.comComo você começou a colecionar os objetos e quando você percebeu que eles tinham um potencial para se transformar em arte?

Eu acho que a gente costuma procurar este tipo de coisa no fundo do mar quando é criança. Pode ser bolinha de gude, conchas e etc. Quando comecei a trabalhar como salva vidas eu tinha que fazer snorkeling para manter a forma e melhora o fôlego. Também precisava conhecer as bancadas das praias onde eu ia trabalhar. Toda vez eu encontra alguma coisa interessante. Isso foi em 1976. Foi assim que tudo começou.

Quais foram os primeiros achados?

Foi um bracelete de casamento de ouro em Ala Moana Beach Park. Eu estava na torre e percebi a movimentação das pessoas procurando. Eles tentaram por horas e não tiveram sucesso. No final do dia, depois que todos foram embora eu entrei no mar e achei. Ver a jóia brilhando ali no fundo foi alucinante. Foi ali que o bichinho me mordeu. Muitos achados serviram para eu aumentar minha renda. Eu procurava por jóias, dólares, pés de pato do bodyboarders... É uma tradição entre nós salva vidas. Hoje em dia procuramos por Go Pros (risos). Quando encontrei a Katye começamos a mergulhar e dupla e dobramos a quantidade de achados. Ficou ainda mais divertido.

Quando se tocou que isso poderia ser transformado em arte?

Foi há 3 anos. Fui convidado para uma exposição em Nova Iorque por indicação do Randy Hild, fundador da Roxy. Ele que me deu força. Saiu uma matéria no Surfer´s Journal e tudo começou a acontecer. Fizemos uma exposição legal em Santa Cruz também.

Quais são seus achados favoritos?

Eu adoro quando encontro quilhas dos anos 60 e 70. Elas são bem grandes e finas. Eram feitas à mão nessa época. Eu chamo elas de chapéu de bruxa. Velhas e desgatadas. Já encontrei um tudo de um produto capilar dos anos 40 também. Já encontrei molhos de chaves e material de mergulha. Você olha para os objetos e imagina a história por trás de cada um deles.

Tags:
COMPARTILHAR