AGUARDE
23 agosto 2018

BRASIL 6 x 1

Brasil está dominando o circuito mundial de surfe de 2018

Após um 2017 sem título mundial, porém com saldo positivo, já que os brasileiros venceram cinco das onze etapas do circuito de elite da WSL, essa temporada de 2018 vem sendo fantástica e amplamente dominada pelos nossos representantes. Dos sete eventos realizados até agora, o Brasil venceu seis, e dos cinco primeiros do ranking, três são brasileiros.

O único evento que não vencemos esse ano foi a tradicional etapa de Snapper Rocks, na costa dourada australiana, que desde 2002, abre a temporada do tour de elite. Na ocasião, o estreante Tomas Hermes foi quem chegou mais longe, parando nas semifinais. Vale lembrar que o evento foi transferido para Kirra, e nos arriscamos a dizer que se as disputas continuassem em Snapper, o resultado poderia ser diferente, já que Filipe Toledo e Michael Rodrigues estavam impossíveis na direita mais cobiçada da Gold Coast. No fim das contas o vencedor foi Julian Wilson numa final contra seu compatriota e veterano de circuito Adrian Buchan. A partir dali, só deu Brasil.

Na sequencia o circuito partiu para as ondas de Bells Beach, também na Austrália, e ninguém conseguiu deter o ímpeto de Italo Ferreira. Batalhando por sua primeira vitória na elite mundial e em eventos da WSL, o potiguar atropelou seus adversários, deixando pelo caminho nomes como Filipe Toledo, Gabriel Medina e o australiano e tetracampeão do evento, Mick Fanning, que acabou se despedindo de forma amarga do cenário competitivo mundial.

Em Margaret River nossos representantes caminhavam bem para mais um resultado positivo, mas como todos vocês já sabem, a intensa atividade de tubarões e ataques próximos a região do campeonato forçaram o cancelamento da prova, que foi transferida para as esquerdas de Uluwatu, porém isso a gente conta mais pra frente.

O Tour desembarcou no Brasil, nessa que foi apontada por muitos como a melhor etapa de todos os tempos já realizada em águas brasileiras. Condições clássicas com tubos insanos na Barrinha geraram momentos antológicos que ficarão guardados por muitos anos na memória de quem viu de perto esse evento épico. E pra coroar a competição, a vitória incontestável de Filipe Toledo, que tornou-se bicampeão da etapa e colou de vez no líder Julian Wilson, que estava cada vez mais ameaçado.

E aí chegou a vez da perna Balinesa do Tour, com as etapas de Keramas e Uluwatu, essa última sendo uma espécie de substituta de Margaret River. Em Keramas ninguém conseguiu impressionar mais do que Italo Ferreira, que dominou as direitas do início ao fim, demolindo seus adversários. Já em Uluwatu, ninguém apostaria numa vitória de Willian Cardoso, porém o estreante no Tour mostrou um backside afiado e bem encaixado nas esquerdas balinesas para conquistar a vitória mais expressiva de sua longa carreira como surfista profissional.

Apesar de todo o domínio brasileiro, o australiano Julian Wilson seguia como líder e partiu pra Jeffreys Bay com a difícil missão de manter o primeiro posto. Mas, Julian falhou na missão, diferente de Filipinho, que como defensor do título do evento, parece não ter sentido a pressão e surfou acima da média, com manobras críticas e rasgadas potentes. O que parecia improvável aconteceu novamente e Toledo conquistou o bicampeonato do J-Bay Open, e mais uma vez, de maneira arrasadora.

De lá o circuito foi pra Teahupoo e essa história vocês já conhecem. Com a piscina do Kelly a caminho e os últimos resultados dos eventos testes da WSL, alguém duvida que vai dar Brasil de novo?

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