AGUARDE
10 maio 2016

Brasileiros apostam na etapa brasileira do tour após lesões no início do ano

Na coletiva de imprensa do Rio Pro, Filipinho, Jadson e Alex Ribeiro falaram sobre a importância de competir "em casa"

Na tarde dessa segunda-feira, dia 9 de maio, alguns dos tops da elite mundial da WSL participaram da coletiva de imprensa do Rio Pro, etapa brasileira do Tour. Mesmo com os problemas de poluição e com a mudança da sede principal para a praia de Grumari, todos estavam bastante ansiosos para o evento, principalmente os Brasileiros, que contam com o apoio da torcida e das famílias no local.

Coletiva de Imprensa da WSL, no Royalty Barra Hotel. (Foto: WSL/Smorigo)

Coletiva de Imprensa da WSL, no Royalty Barra Hotel. (Foto: WSL/Smorigo)

 
É fato que o Rio Pro é, até agora, a etapa com mais desfalques da temporada de 2016, mas acreditem, poderia ser pior. Até os últimos momentos, o potiguar Jadson André não tinha certeza de sua participação no evento, assim como Filipe Toledo, que enfrentou 45 dias de tratamento após machucar a cabeça do fêmur na etapa da Gold Coast. Filipinho, que disse sentir-se 100% para a competição, provou isso dentro d'água na manhã dessa terça-feira, na primeira bateria do evento. Já Jadson comentou que ainda sentia o local da lesão e que estava bem triste por não ter se recuperado completamente, mas não deixaria de entrar na água em uma etapa tão importante para os brasileiros:

Não tem como ficar de fora de um evento desse, é a única etapa do CT no Brasil. E só acontece aqui isso da torcida, da galera gritando (...) To amarradão de poder estar aqui no Rio e entrar ali pelo menos 30 minutos para o público assistir!

O surfista do Rio Grande do Norte também lembrou a movimentação das redes sociais antes da chegada dos tops da elite ao Rio de Janeiro: "Uns vinte dias antes as redes sociais já começam a bombar, todo mundo mandando mensagem e fazendo contagem regressiva. Eu não ficaria fora disso!".
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Filipe Toledo vence em sua estreia no Rio Pro 2016 (Foto: WSL/Smorigo)

 
O estreante Alex Ribeiro, campeão do QS 10.000 em Saquarema no ano passado, também teve um início de ano conturbado na elite. O surfista competiu na garra a perna australiana após ter lesionado seriamente uma parte do tendão pouco antes da temporada da elite começar, o que comprometeu um pouco seus primeiros resultados. Nascido em São Paulo, Alex também mostrou-se animado de poder competir perto da torcida brasileira e comemorou a parceria com novos apoiadores.

Na Austrália eu competi na raça, na vontade, mas agora estou 100% e com as pranchas boas. Tem tudo para dar certo.

Alex Ribeiro em ação no Round 1. (Foto: WSL/Smorigo)

Alex Ribeiro em ação no Round 1. (Foto: WSL/Smorigo)


Defesa do Título

Para Filipinho, a etapa representa sua volta ao circuito e o início - ou continuação - da briga pelo título mundial desse ano. O prodígio dos aéreos em competição mostrou estar muito feliz em poder voltar a usar a lycra logo na etapa que o sagrou campeão na temporada passada e que foi recorde de público em eventos da WSL. Nessa terça-feira, primeiro dia de evento, o paulista avançou em primeiro somando uma nota 8 e um 5,77:

Essa semana que eu passei em Ubatuba foi muito boa para eu voltar na pegada do surfe. Eu estou me sentindo muito bem, me sentindo forte.

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