AGUARDE
02 setembro 2016

Caneleira e tatoo

Primeiro foi a moda dos jovens da periferia de São Paulo colocar aparelho
ortodôntico mesmo sem precisar para "parecer de classe média".

Depois veio a onda de meninas de 8 anos colocando silicone nos seios e culotes para copiar as atrizes das novelas da Globo.

Agora, a mais nova onda entre meninos dos 6 aos 8 anos que sonham ser
jogadores profissionais de futebol é tatuar o corpo. A exigência vem dos clubes da Europa.

Sem caneleiras e tatuagens os garotos não participam nem das peneiras para a categoria fraldinha. Alguns já consideram ter tatuagens tão importante quanto a habilidade com a bola.

A procura por tatuadores especializados em tatuar crianças cresceu 1200% em 2016. "As preferidas são as do Messi e do Neymar", comentou Tatu que atende de 10 a 12 meninos por dia no seu estúdio no Shopping Norte Plaza.

As marcas esportivas também entraram na onda. A Nike paga R$ 50 por um logo em qualquer área visível. Já a adidas paga mais (R$ 75) mas exige que a marca seja tatuada na testa da criança.

Até agora a moda não pegou no futebol feminino. Jogadoras se organizam para protestar contra a discriminação.

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