AGUARDE
16 agosto 2015

Cláudio Heinrich e sua paixão pelos esportes

O eterno galã de “Malhação” é faixa preta de jiu jitsu e ama o mar

Galã da primeira temporada do seriado da TV Globo “Malhação”, Cláudio Heinrich teve contato com as artes marciais muito cedo, por influência dos pais. Judô e Taekwondo faziam parte da rotina deste carioca, nascido na Tijuca, que por conta do papel em Malhação começou a lutar jiu-jitsu e se apaixonou.

A relação com o mar é outra característica do Cláudio, que surfa, veleja, anda de windsurfe e kitesurfe. Prestes a se tornar pai pela primeira vez, o ator e também professor de jiu-jitsu sonha em conciliar o trabalho com a missão de ser um pai o mais presente possível.

Claudio e esposa esperam o primeiro filho do casal. Foto: Reprodução Instagram

Claudio e esposa esperam o primeiro filho do casal. Foto: Reprodução Instagram

 

  • Você foi recordista de cartas na TV Globo na época de Malhação, você tem saudade desta fase?

Claudio na época da Malhação foi recordista de cartas da TV Globo. Foto: Internet

Claudio na época da Malhação foi recordista de cartas da TV Globo. Foto: Internet

Tenho saudade do personagem, sim. Era um elenco ótimo de trabalhar, tive a chance de contracenar com os meus ídolos: Francisco Cuoco e a Lucinha Lins. Foi uma época muito boa! Não poderia ter começado num seriado melhor. Isso sem contar o apoio das fãs, que foi muito importante naquela época.

  • Você soube manter os pés no chão mesmo no auge da fama? Como foi essa fase?

Para mim a fama não subiu à cabeça, por conta da educação que meus pais me deram. Eles me ensinaram a ser humilde e respeitar as pessoas. Os esportes também me ajudaram, porque quando você está pegando onda, por exemplo, o mar não quer saber se você está em evidência, se você está na mídia. Você vai tomar uma onda na cabeça independente de quem você seja, seja um ator, uma pessoa famosa ou uma pessoa importante o mar não está nem aí para isso. Tudo isso me ajudou para o sucesso não subir à cabeça. Eu adoro interpretar, dar vida aos personagens, também gosto do sucesso e da fama, é óbvio. Mas eu quero mesmo é interpretar da melhor maneira possível, eu quero ser uma ferramenta para o autor e para o diretor passarem a mensagem da peça ou da novela.

  • Antes mesmo de virar ator você já praticava artes marciais. Como começou no esporte e em qual modalidade?

Meus pais sempre me incentivaram a praticar esportes. Eu comecei com o judô, quando era criança no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Dali eu fui para o taekwondo e meu irmão sempre me acompanhando. O jiu-jitsu, eu conhecia, mas não cheguei a fazer antes de Malhação. Meu irmão fez, mas eu realmente só comecei na época do laboratório para o personagem, que era professor de judô e jiu-jitsu. Um amigo meu que já dava aula me ensinou as primeiras posições e lá na Malhação também tinha o Geraldo Bernardes, que também dava assessoria por conta das quedas do judô.

  • O que você aprendeu com as artes marciais?

Aprendi muita coisa: serenidade, concentração, respeitar o outro, auto-confiança. Isso tudo E você acaba fazendo novas amizades também. Eu devo muito às artes marciais, adoro praticá-las.

O jiu-jitsu é uma das paixões do ator. Foto: Reprodução Instagram

O jiu-jitsu é uma das paixões do ator. Foto: Reprodução Instagram
  • Além de jiu jitsu, você também veleja de kite e wind e pega onda. Como começou nestas modalidades?

Comecei a velejar por conta do meu pai, que velejava desde criança. Ele comprou um laser para a família e ensinou a mim ao meu irmão. Depois eu comecei a pegar onda, por gostar muito do mar. E sempre tinha o vento que atrapalhava o surfe, porque estragava as ondas. Nestes dias, eu via as pessoas se divertindo de windsurfe, comecei pegar onda de wind e depois mais tarde comecei no kitesurfe.

  • Quais são seus destinos dos sonhos para velejar e surfar?

Para velejar já fui para Maui, Oahu, Barbados e Peru. O Peru é disparado o melhor lugar para velejar, tanto de wind quanto de kite. As ondas são extensas, e a água gelada é compensada com o vento constante e ondas perfeitas. No Havaí é muito bom também, mas lá o mar é muito grande. Além disso, é longe e é uma viagem cara. Já o Peru une tudo, preço, qualidade das ondas e qualidade do vento.

Indonésia é um dos destinos preferidos de surfe. Foto: Arquivo pessoal

Indonésia é um dos destinos preferidos de surfe. Foto: Arquivo pessoal

Agora para surfar já fui para o Havaí, Califórnia e Indonésia, que é longe, tem passagem cara, mas ao mesmo tempo é o melhor lugar para pegar onda que eu já fui. Se a minha esposa liberar, eu vou todo ano para lá.

  • Que tipo de surfista você se considera: aerialista, tuberider, clássico

Eu sou o tipo de surfista merrequeiro. Adoro onda perfeita, sempre tento tirar um tubo, mas não dou aéreo. Sou mais clássico, prefiro as medianas, perfeitas e com água quente. Gosto de ondas fáceis de surfar.

  • Você gosta de surfe competição?

Sempre estou acompanhando os campeonatos. O Kelly Slater é meu ídolo master. Sou fã deste alienígena, monstro do surfe. E o Gabriel Medina, apesar dele ser goofie e eu ser regular, torço muito por ele e o acompanho. Tento me inspirar. Eu acho que não só o Gabriel, mas também os outros brasileiros vão conquistar ótimos resultados. No surfe estamos muito bem representados.

  • Outro sucesso seu na televisão foi em Uga Uga. Como foi fazer essa novela?

Foi muito bom! Foi um grande desafio para mim. Eu fiz laboratório no Xingu com o Alexandre Avancini (diretor da novela). Muita gente brinca porque o índio nao falava, mas tive que aprender um pouco do tupi-guarani. Ao longo da novela, o personagem foi aprendendo a falar e eu tive que ter uma linguagem como se fosse uma criança aprendendo a falar o português. Foi divertido! A novela teve uma repercussão boa e como sempre os fãs me apoiaram.

Tatuapu de Uga Uga. Foto: Internet

Tatuapu de Uga Uga. Foto: Internet
  • O que você acha do mercado para atores no Brasil?

O mercado não poderia estar num momento melhor, principalmente na arte cinematográfica. O mercado melhorou muito. Na televisão outras emissoras como SBT, a Band até que tenta, poderiam atacar mais nas novelas e minisséries. Apesar de ser uma área difícil, por ter muita gente tentando ser ator, eu acho que estamos numa fase melhor em relação aos últimos anos tanto no cinema quanto nas novelas. É uma área difícil, tem que correr atrás mesmo, mas o mercado está bom e tem oportunidades até no exterior, temos o Rodrigo Santoro e o Wagner Moura arrebentando lá nos Estados Unidos. Isso é mais uma prova de que é só se dedicar, tentar, e é obvio ter um pouquinho de sorte.

  • Quais são seus planos para o futuro, agora que você vai ser pai?

Por enquanto eu não tenho nenhuma novela em vista. Estou vendo uma peça e também um projeto de um programa. Mas a minha preocupação nestes projetos é em relação às viagem, porque eu vou ser pai e ficar longe do meu filho. Por outro lado, é claro que eu preciso faturar e na vida de ator, tem que abrir exceções, fazer sacrifícios. Mas no momento, o meu plano é tentar focar os trabalhos no Rio para não ficar tão longe do meu filho.

  • Você está dando aula de jiu-jitsu, onde?

Estou dando aula na minha própria academia, que é a Gordo Jiu-Jitsu, que é na Barra da Tijuca, no Rio. Eu ajudo meu mestre há muito tempo, mas eu amo tanto o jiu-jitsu, que entrei nessa de dar aula. Eu ensino os adolescentes.

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