AGUARDE
06 junho 2015

Conheça as vovós grafiteiras

Idosos mostram que idade não quer dizer nada e espalham sua arte nas ruas em Portugal

Quem disse que idade é sinônimo de velhice? Esse é o estereótipo que o Lata 65, uma organização sem fins lucrativos de Portugal, vem tentando quebrar. O que antes era o símbolo de uma juventude criativa, agora é uma atividade comum entre jovens e idosos.

O projeto, da arquiteta Lara Seixo, ensina a técnica do grafite e motiva aposentados de 64 a 92 anos a deixarem suas artes nas ruas de Lisboa.

Tudo começa em uma oficina, onde eles se conhecem, aprendem sobre a história da arte de rua, algumas técnicas específicas e criam seus próprios stencils. Passado esse processo, os alunos saem as ruas, acompanhados de artistas, e procuram os locais mais degradados e sem cores, para cobrir com grafite os muros da cidade.

Com três anos de existência, o Lata 65 formou a primeira grafiteira: Luísa Cortesão, uma médica aposentada de 64 anos, que foi para o workshop por indicação da sua filha. Ela assina sua arte como Armando, em homenagem ao seu falecido marido.

De acordo com a organização nas redes sociais, seu objetivo é conectar as gerações mais velhas e mias jovens através da arte, para ajudar os idosos a se envolverem em novas formas de arte contemporânea e, mais importante, para se divertirem.

E parece que eles estão fazendo um ótimo trabalho!

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