AGUARDE
29 abril 2015

Entrevista exclusiva com o ator Bruno Gagliasso

Ainda gravando Babilônia, ele fala sobre sonho de morar em Fernando de Noronha.

Ainda criança, Bruno já sabia o que queria ser: ator. Sua primeira participação na televisão foi ainda criança, fazendo figurações em novelas. Hoje, com quase 20 anos de carreira ele não se vê fazendo outra coisa a não ser atuar. Paralelamente trabalhando em outros projetos, Bruno não deixa de citar sua paixão por cachorros e pela ilha de Fernando de Noronha.

Eu gosto da verdade do ator, do estudo para ser ator, é isso que me move.

- Você começou muito novo como ator, se não fosse ator qual profissão escolheria?

Eu não me vejo fazendo outra coisa, é lógico que tenho outros negócios, mas eu sou ator independente de qualquer coisa. Eu não sou empresário, produtor; eu sou ator e tenho outros negócios. Uma coisa que eu gosto muito é arquitetura, talvez eu brincasse mais de ser arquiteto.

- E o teatro? Você é o tipo de ator que prefere os palcos?

Eu prefiro atuar, eu acho que ser ator é estar disponível para fazer teatro, cinema, televisão, teatro de rua. Acho que ser ator é interpretar independente da onde. Eu gosto da verdade do ator, do estudo para ser ator, é isso que me move.

- Qual personagem mais te marcou?

Eu não consigo apontar um personagem que tenha me marcado mais. É lógico que os últimos são sempre mais fortes porque estão muito presentes. Eu estou adorando fazer o Murilo (Babilônia), por exemplo, me divirto muito. O Tarso (Caminho das Índias) tinha toda uma questão social por trás, o Júnior (América), o último também o Edu de Dupla Identidade. Todos me marcaram muito, cada um de uma maneira. Um me enriqueceu mais como ser humano outro me enriqueceu mais como ator. O importante é você estar aberto para trocar com os personagens e crescer com eles.

- Fale um pouco sobre seus projetos futuros:

Por enquanto eu estou focado no Murilo, este meu personagem em Babilônia e depois eu vou tirar férias. Quero viajar com minha mulher e minha família. Tem o amonoronha.com. Tem o restaurante também, o Le Manjue em São Paulo, que é um restaurante de comida orgânica, que agora eu estou trazendo para o Rio de Janeiro. Nós vamos abrir no Leblon, acredito que mês que vem. Tenho também o CFP9 que é um box de crossfit, então esse um ano que vou ter de férias eu vou curtir minha família e me dedicar a esses projetos.

Fernando de Noronha é o lugar onde eu fico pleno, que eu amo estar.


- Você é muito ligado à Fernando de Noronha. Pode falar um pouco sobre sua relação com o lugar?

Eu sou completamente conectado com Fernando de Noronha. Não é a toa que eu criei um portal com uns amigos de atendimento que se chama amonoronha para atender todo mundo que quer conhecer a ilha. Lá vende passagem, hospedagem, dá dica de pousadas, de restaurantes; tem algumas entrevistas também. Eu tenho muita vontade de morar lá um tempo, gosto muito das pessoas; fiz grandes amigos lá: Tuca, Pablo, Iapa que dá aula de surfe, o Zé Maria, que tem a pousada mais famosa lá. É um lugar que eu fico pleno, que eu amo estar.

- Qual é a sua relação com o surfe?

Eu sou um aprendiz, eu estou aprendendo agora a pegar onda. Aliás, eu só pego onda em Fernando de Noronha. Eu aprendi lá e eu procurei manter esse hábito de pegar onda lá. Faço aula com o Iaponã, que é um grande amigo meu, professor de surfe. Ele tem uma ONG e ele dá aula para todas as crianças de graça. Uma dica é a loja dele também, que para mim é a melhor loja de Noronha. Se chama Neuronha. Esse nome é porque toda vez que vamos para lá e vamos embora ficamos com o pensamento lá em Noronha, então bate a “neuronha”. Tudo a ver com a ilha.

- Você é apaixonado por animais, pode falar da sua relação com seus cachorros?

Eu tenho cinco cachorros no Rio e quatro em São Paulo. Eu e minha esposa somos “cachorreiros” e nós ainda temos muita vontade de aumentar o número dos cachorros. Tem o Zeca, o mais velho é um Golden Retrivier de 9 anos, tem o Johnny, que é um Boxer branco com 7 anos, adotamos a Peste, uma Labradora caramelo que nós pegamos de uma casa que a gente alugou, ela tem 16 anos de idade, é a nossa senhorinha. Tem também o Favela, um vira-lata que achamos na saída do Projac e agora nós ganhamos uma Cane Corso que o André Marques deu para gente, nós a chamamos de Menina.

 

Eu não sou contra a prostituição, eu sou contra a exploração sexual.


- Como é o processo de pré-produção de um personagem?

Cada personagem me exige um estudo completamente diferente. Para o Edu eu vi muita coisa real e vi muita série, vi alguns vídeos que a polícia tinha de psicopatas e alguns filmes. Eu foco em determinadas coisas dependendo do personagem. Para o Tarso, por exemplo, eu fui para um hospital psiquiátrico, conversei com esquizofrênicos. Para o Murilo agora em Babilônia eu leio muito jornal, porque esse submundo da prostituição é uma realidade que nós convivemos diretamente. Eu não sou moralista, cada um faz o que quer com o corpo, mas costumo dizer que não sou contra a prostituição, eu sou contra a exploração sexual.

- Qual a diferença entre trabalhar para o cinema e para a televisão?

Eu não vejo muita diferença artísticamente. A verdade é única para o cinema, para o teatro ou para a televisão, o que muda é o entorno, no cinema você tem mais tempo, é uma obra fechada, a televisão é uma obra aberta, tudo pode mudar.

- Você fez um filme há pouco tempo de terror, você acha que esse gênero deve ser mais bem explorado?

Foi muito bom fazer Isolados, minha primeira produção de cinema e eu acho que, sem dúvida, o Brasil tem que investir cada vez mais no terror, como já vem fazendo. O cinema está crescendo muito.

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