AGUARDE
18 outubro 2016

Espelho, espelho meu.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? Esta pergunta demonstra como o culto a beleza, o belo representando superioridade e a competitividade são semeados no universo feminino desde a infância. Até nos contos de fadas, a necessidade de ser a mais bela e a infelicidade com a perda natural da juventude são nitidamente expostas.

O espelho como o ícone me fez pensar que a visão que temos de nós mesmos muitas vezes é distorcida. Nossas rugas, gordurinhas, cabelos brancos são supervalorizados porque ao olharmos no espelho, a imagem que vemos é bem diferente da que idealizamos. A imagem distorcida de si é a grande inimiga da auto-estima.

Caso seu espelho fosse “mágico"e refletisse exatamente o que gostaria de ver, sendo uma imagem verdadeira ou não, a sensação de perceber-se bem já desencadearia uma nova postura com relação a segurança e ao olhar do outro. Ter um olhar mais generoso para a imagem que refletimos no espelho, é o início da libertação e do rompimento com toda a influência negativa que recebemos.

Estar em paz com o que somos, faz com que nossa postura perante o outro seja mais receptiva, mais alegre e garante o brilho nos olhos, ingredientes que realmente fazem alguém ter uma beleza especial independente da forma física. A grande magia é descobrir que a beleza não se reflete no espelho e sim na aceitação e no amor por si mesma.

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