AGUARDE
14 outubro 2015

Exclusiva com Armandinho

O cantor gaúcho falou um pouco sobre o início de sua carreira e sua paixão pelo surfe.

Armando Antonio Silveira da Silveira, mais conhecido como Armandinho é cantor e compositor de Porto Alegre e sempre teve relação com a música. Hoje, o artista tem reconhecimento nacional e internacional, fazendo sucesso com suas canções nas linhas reggae e pop. O cantor gaúcho fez uma entrevista inédita para o Woohoo, onde fala um pouco sobre o início de sua carreira.

Armandinho em ação

Falar pra sua mãe que você vai parar de estudar porque os shows no barzinho que você está fazendo estão começando a te dar dinheiro, é difícil.

- Como surgiu a música na sua vida?

Meu pai é músico, e eu com problema de fala (sou gago ainda), descobri um método de falar sem gaguejar. Quando era criança eu sofri muito porque a galera não perdoava. Eu começava a ler um texto e quando gaguejava todo mundo pegava no pé. Então eu descobri que quando eu cantava, não gaguejava. De uma dificuldade na minha vida eu achei a minha profissão.

- Seu primeiro CD já foi um sucesso, fale sobre ele:

O meu primeiro cd são músicas de adolescentes, que eu escrevia quando era moleque. Mas o maior sucesso foi “Desenho de Deus”, do meu segundo CD. A música começou tocando em rádios de pop/rock e migrou para as mais populares. Então, não teve como tirar a música da rádio, e ela ficou um tempo enorme. E eu acabei ficando marcado por essa música.

- Quando o surfe entrou na sua vida?

Eu sempre fui peixe, fiz natação muito tempo. Aos onze anos comprei minha primeira prancha e eu comecei a pegar onda. Eu não queria saber de outra coisa, eu devorava as revistas do Rio e eu morava longe então isso nasceu uma paixão.

- E a música, quando assumiu que queria viver disso?

Assumir que é musico na família é uma dificuldade muito grande. Falar pra sua mãe que você vai parar de estudar porque os shows no barzinho que você está fazendo estão começando a te dar dinheiro, é difícil. Mas foi aos 26 anos.

- Mas quando a música começou a tocar seu coração?

Com 8 anos, quando eu comecei a fazer aula de violão e eu comecei a cantar junto com o processo de terapia para a minha fala. Eu puxava a antena da televisão com o violão e me sentia o Elvis Presley, então não tinha como não ser.

Foi uma fase muito difícil, eu me perdi.

- Como foi a época de transição em que não tinha assumido ainda pra você mesmo que queria viver da música?

Foi uma fase muito difícil, eu me perdi. Eu sentia que aquele era meu caminho, mas eu tinha vergonha de falar. Mas foram experiências que eu pude levar para a vida e para a música também.

- Quando foi o momento que você pensou: “Acho que vou mais longe”?

Quando “Folha de Bananeira” começou a tocar na rádio e entrou em rede em dois Estados. A música bombou e a coisa começou a ficar séria. (risos)

- E a transição de tocar no bar e entrar numa banda?

Eu comecei a tocar em um bar na praia e tocava três dias por semana; eu era banda fixa da casa. Quando acabou a primeira temporada os contratantes do interior do Estados vieram me procurando. A partir daí eu comecei a fazer show pra caramba.

 

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