AGUARDE
14 junho 2016

Fiji Pro e suas peculiaridades

Detalhes da etapa mais exclusiva do circuito mundial de surfe

Depois da etapa do Rio de Janeiro, na qual a torcida é o grande diferencial, os melhores surfistas do mundo se mandam para uma etapa completamente diferente e cheia de particularidades. Em Fiji o público é composto praticamente por moradores locais e a torcida acaba sendo os próprios companheiros de tour como lembrou Miguel Pupo ao se despedir da quarta etapa.

Aqui no Rio nós temos o apoio da galera, lá em Fiji é a gente mesmo gritando quando tem brasileiro na água e olhe lá.

Enquanto no Rio os fãs marcam presença, em Fiji os surfistas não tem torcida. Foto: WSL / Ed Sloane

Enquanto no Rio, os fãs marcam presença, em Fiji os surfistas não têm torcida. Foto: WSL / Ed Sloane

Enquanto nos demais destinos, cada surfista se vira para reservar hotel, em Fiji a World Surf League se responsabiliza por esta parte burocrática, já que como o evento acontece no pico de Cloudbreak ou Restaurants, as hospedagens mais viáveis ficam em Namotu ou Tavarua.

Para quem não conhece, Namotu e Tavarua são duas ilhas que fazem parte do arquipélago de Fiji e esses dois destinos turísticos são bem restritos em relação à capacidade. Enquanto em Tavarua só cabem 50 hóspedes, em Namotu esse número aumenta para 60.

Para facilitar a vida não só dos surfistas, como também da equipe técnica, a World Surf League fecha os dois resorts durante o Fiji Pro e vai acomodando seus atletas de acordo com a demanda deles.

O campeão mundial de 2014 Gabriel Medina, por exemplo, que viaja com o pai e técnico Charles Saldanha e com um cinegrafista particular está acomodado numa suíte na ilha de Namotu. Cada hóspede paga uma diária de cerca de US$ 400 / dia em quarto triplo.

Pela primeira vez em Fiji, o estreante Alex Ribeiro, que dividiu um quarto em Tavarua com Alejo Muniz e Italo Ferreira, terminou na 25ª colocação, mas saiu do arquipélago encantado com as ondas e as pessoas.

[caption id="attachment_32253" align="aligncenter" width="961"]O brasileiro Alex Ribeiro foi eliminado na segunda rodada, mas deu um susto no líder do ranking Matt Wilkinson. Foto: WSL / Ed Sloane O brasileiro Alex Ribeiro foi eliminado na segunda rodada, mas deu um susto no líder do ranking Matt Wilkinson. Foto: WSL / Ed Sloane[/caption]

 

O pessoal de lá adora os brasileiros, eles sempre falam algumas palavras em português sempre que tem brasileiro por perto. 

E neste clima de Brasil na ilha de Tavarua, Miguel Pupo, Filipe Toledo e Jadson André formaram mais um quarto 100% brasileiro, enquanto Caio Ibelli ficou com a namorada e top do CT Alessa Quizon em outro. Assim como Gabriel Medina, o atual campeão mundial Adriano de Souza também está hospedado em Namotu e optou por não dividir o quarto com ninguém.

Para quem sonha um dia surfar na rasa bancada de Cloudbreak ou Restaurants um aviso é importante: se prepare financeiramente. A passagem mais em conta que a nossa equipe encontrou custa US$ 2230,00 sem taxas e encargos.

Até os surfistas da elite tem difiucldade de ir para sessões de freesurf em Fiji. Foto: WSL / Ed Sloane

Até os surfistas da elite tem dificuldade de ir para sessões de freesurf em Fiji. Foto: WSL / Ed Sloane

Mas além disso, tem a hospedagem e isso deve ser pensado com muita antecedência. Como o Namotu Island Fiji destaca em seu site: a quantidade de quartos é pequena e muitos grupos já têm datas fechadas anualmente, então se programe e seja flexível em relação às datas.

A única agência de viagens no Brasil que faz reservas para o Tavarua Resort e para o Namotu Island Fiji é a The Surf Travel Co, que tem loja física em São Paulo e em Florianópolis. De acordo com o site deles um pacote de 8 dias e 7 noites em Tavarua por exemplo sai a partir de US$ 2613,00.

Para quem pode sonhar com uma viagem para Fiji outras dicas são pescaria, stand up paddle e mergulho. O arquipélago é considerado um dos melhores do mundo para o mergulho com destaque para o Recife do Grande Astrolábio.

O momento do pôr do sol é bastante fotografado pelos surfistas. Foto: WSL / Ed Sloane

O momento do pôr do sol é bastante fotografado pelos surfistas. Foto: WSL / Ed Sloane

Os tops da elite puderam aproveitar bastante as folgas do Fiji Pro 2016. Foto: WSL / Ed Sloane

Os tops da elite puderam aproveitar bastante as folgas do Fiji Pro 2016. Foto: WSL / Ed Sloane

Renato Hickel, general manager da WSL, responde três perguntas sobre o Fiji Pro:

  • Como funciona a hospedagem dos surfistas em Fiji?

A estadia de cada Top masculino e feminino é descontada diretamente da premiação deles. A primeira semana é obrigatório todos pagarem, mesmo que, por exemplo, eles percam de primeira no 2º dia da janela de espera. Já a 2º semana no caso dos homens, eles pagam por dia que ficam a mais.

  • Como funciona a divisão dos quartos?

Geralmente 3 atletas por Bure (Bungalow). Eu cuido dessa divisão, mas pergunto para eles com querem divider o quarto, apesar de já saber mais ou menos as “Trincas”!! hahaha

  • Você pode passar uma estimativa de preço gasto nesta etapa pela World Surf League?

Por volta de 4 milhões de dólares, talvez um pouco mais.

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