AGUARDE
26 maio 2015

Fiji vem aí

Janela de espera para a quinta etapa do WCT começa no dia 7 de junho e as primeiras baterias já estão definidas

Após quatro etapas realizadas, sendo três na Austrália e uma no Brasil, o tour de elite da Liga Mundial de Surfe segue para uma locação especial. Um lugar onde a badalação é praticamente zero, o cenário é deslumbrante e as esquerdas são perfeitas. Estamos falando da paradisíaca Ilha de Tavarua, no arquipélago de Fiji.

Ilha paradisíaca com altas ondas

Desde 2012, ano marcado pela volta da etapa ao calendário do circuito, que as ondas de Cloudbreak e Restaurants recepcionam as melhores surfistas do mundo com condições clássicas, onde o tubo é sempre a melhor opção. Vale ressaltar que neste mesmo ano de 2012, nosso Gabriel Medina foi derrotado apenas pelo mito norte-americano Kelly Slater na grande final, terminando assim com o vice-campeonato. O careca tem a ilha de Tavarua como segunda casa e conhece a onda de Cloudbreak como ninguém. Não é a toa que possui quatro vitórias no pico, sendo as últimas em 2012 e 2013.

Mais uma vez, Kelly vem para buscar o título

Momentos épicos já foram protagonizados nesta etapa, como notas perfeitas e um swell gigantesco, fazendo inclusive com que a organização do evento o colocasse em espera para alegria dos big riders de plantão. Até hoje a mídia especializada critica a decisão, pois apesar do tamanho, as esquerdas quebravam com perfeição absoluta da bancada de Cloudbreak.

Swell enorme em 2012 foi liberado para o freesurfe

Mas polêmica a parte, o que foi inquestionável e não deixou margens para críticas foi a performance arrasadora de Gabriel Medina, que na temporada passada saiu de Fiji com o status de primeiro brasileiro a vencer no arquipélago. Na campanha campeã, Medina deixou pelo caminho nomes como Joel Parkinson, Fredrick Patacchia, o fenômeno havaiano John John Florence e o competitivo americano Nat Young, na final.

John John foi eliminado por Medina em 2014

Essa pode ser a hora do brasileiro e atual campeão mundial despertar na temporada 2015 e focar apenas no surfe, deixando os compromissos com os patrocinadores, a grande mídia e a vida social um pouco de lado. Na rodada de abertura ele enfrenta o também brasileiro Jadson Andre e o australiano Adam Melling. Outro brasileiro que vê nessa etapa uma oportunidade de se firmar ainda mais é Adriano de Souza. O líder do ranking e dono na camisa amarela nunca teve uma excelente apresentação nas ondas de Fiji e está escalado na sexta bateria contra o perigoso australiano Adrian Buchan e um surfista a ser confirmado pela organização.

Mineiro vem para o paraíso ainda com a lycra amarela

Quem também vem embalado e louco pra provar que segue na corrida pelo título mundial é Filipe Toledo. Depois de duas vitórias em quatro etapas, o garoto de apenas vinte anos não é um dos mais experientes neste tipo de condição, mas no ano passado surfou bem, terminando na nona colocação. Na rodada de abertura ele encara o estreante Matt Banting, e o também brasileiro Alejo Muniz, que entrou na vaga do taitiano Michel Bourez, que segue na recuperação de um fratura no mão esquerda.
A prova abre a sua janela de espera no próximo dia 7 de junho e se estende até o dia 19, e assim como em todas etapas anteriores, emoção não vai faltar.

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