AGUARDE
03 novembro 2015

Filipe Ret e sua trajetória

O rapper falou sobre seu passado na música e sobre o futuro do rap nacional

Principal nome da nova escola do Rap Nacional, Filipe Ret vem conquistando uma legião de jovens no Brasil com suas músicas. Com uma estética singular, Ret busca influências que vão desde MPB até o funk e o pagode, passando pelo rock brasileiros dos anos 80 e 90. Nascido e criado no Catete, no Rio de Janeiro, lançou o primeiro disco Vivaz, em dezembro de 2012 e seu segundo disco, Revel, em setembro de 2015.

 

Filipe Ret é um dos rappers mais influentes atualmente.

Filipe Ret

Eu não preciso de um grande estúdio.

- Como a música surgiu na sua vida?

Eu sempre tive na minha cabeça que eu queria ser cantor, mas eu nunca tive acesso a instrumentos musicais, então o primeiro acesso que eu tive à música foi o rap, porque era uma coisa mais simples, só uma batida eletrônica. O rap foi aonde eu me joguei, foi o que facilitou; ele permite isso. Você coloca uma batida e rima em cima. É isso que eu faço até hoje, a minha especialidade é essa: ouvir uma batida eletrônica e rimar em cima dela. O funk também é assim. Você pode ensaiar na sua casa, pode gravar na sua casa. O CD Vivaz e o meu segundo CD, Revel, foram gravados em Home Studio, ou seja, em estúdios dentro de casa e eu acho que vai ser assim sempre, não preciso de um grande estúdio.

- Fale um pouco do seu último disco, Revel:

Revel foi lançado há pouco tempo, tem dois meses e é a continuação do Vivaz. Espírito vivaz, alma revel, corpo libertino. Uma teoria muito doida que um dia vai fazer sentido para as pessoas.

O rap já tem um poder na internet grande para mobilizar os jovens.

- O que a Tudubom Records representa no cenário do rap?

A Tudubom hoje representa a banda mais bem sucedida, pelo menos no Rio de Janeiro, que é um lugar muito difícil de colocar as coisas para frente, porque aqui é tudo mais trabalhoso, parece que é tudo mais difícil mesmo. Em São Paulo, por exemplo, as coisas funcionam de uma forma muito mais eficaz, então a gente vem mostrando que o Rio de Janeiro também pode se organizar. Muita gente acha que Filipe Ret é de São Paulo, pela nossa organização.

- Qual a visibilidade do rap no Brasil de hoje?

O rap já tem um poder na internet grande para mobilizar os jovens e para não depender por exemplo de mídias tradicionais. Nada contra, mas a gente já tem o poder para se desenvolver sozinho. É a gente por a gente mesmo, fazendo nosso trabalho pela internet e podendo desenvolver os nossos projetos e ajudando da nossa forma. É o faça você mesmo, né? Esse é o pensamento de toda essa molecada, de toda galera do rap. É a nova Era do mercado da música. Acho que esse é o novo que veio para crescer cada vez mais; o rap nacional aderiu isso com uma força e uma verdade muito grande, então eu acho que só tem a crescer. A nossa comunicação é muito visceral.

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