AGUARDE
19 dezembro 2016

Filipe Toledo é o Brasil na quarta rodada do Pipe Masters

Entre baterias estranhas e muitas surpresas, Backdoor funciona como uma máquina

Depois de muita expectativa por conta de três dias de folga, o Pipe Masters voltou para água nesse domingo, 18 de dezembro, num mar diferente do esperado. A ondulação perdeu volume em relação ao dia anterior e as séries continuaram demoradas, mas as ondas com cerca de 1 metro e meio renderam grandes momentos e alguns tubos incríveis para Backdoor. 

Na repescagem, o Brasil foi representado por Adriano de Souza, Caio Ibelli, Wiggolly Dantas e Jadson André. Desses apenas Adriano e Guigui, não por acaso os dois mais dedicados a Pipeline nos últimos anos, seguiram em frente depois de eliminarem respectivamente, o convidado do evento e a lenda havaiana Bruce Irons e o estreante australiano Davey Cathels. 

Alguns somatórios baixos nessa fase representaram as condições difíceis de algumas baterias. Kai Otton por exemplo somou apenas 4.93 e mesmo assim venceu Stuart Kennedy que parou em míseros 2,73 pontos.

Mas a alegria de Otton não durou muito. Fora da zona de classificação e já com 37 anos o australiano perdeu na rodada seguinte para Kolohe Andino e se despediu do tour dos sonhos.

Kai Otton sai da zona de classificação e anuncia aposentadoria. Foto: WSL / Poullenot

Na primeira bateria da terceira rodada o francês Jeremy Flores alcançou a melhor nota do dia, um 9,17 por conta de um tubo não tão longo, mas super profundo. 

Logo depois rolou um confronto entre dois surfistas de um Ubatuba, São Paulo, que hoje são cidadãos do mundo, Wiggoly Dantas e Filipe Toledo. Sem as bombas de Pipe que Guigui tanto gosta e com o Backdoor funcionando em alguns  momentos como uma máquina de tubos e rampas, Filipinho venceu com certa facilidade.

Por enquanto, Filipinho é o único brasileiro na quarta fase. Foto:  WSL / Heff

Um pouco depois da rápida homenagem ao recém aposentado Kai Otton perdemos mais dois representantes, os super talentosos Miguel Pupo e Italo Ferreira. O paulista de estilo polido colocou em risco a sua permanência no Championship Tour ao sucumbir na quarta bateria para outra referência de estilo, o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson. No embate seguinte o potiguar “pé de chumbo” parou diante da solidez do taitiano Michel Bourez mesmo depois de levantar a praia com um sensacional “ Rodeo Clown”. 

Ainda na fase três o esquadrão brasileiro sofreu mais duas baixas. E que baixas. No sétimo duelo, o campeão do mundo em 2014 e duas vezes vice-campeão do Masters, Gabriel Medina mesmo conseguindo um lindo tubo de “backside” caiu diante do estreante e já praticamente rebaixado da elite, o aussie Ryan Callinan. Duas baterias depois outro campeão mundial e esse também defensor do título do evento, Adriano de Souza foi surpreendido por mais um da turma dos desesperados, o yankee Nat Young.

 

Então, depois de alguns bons confrontos e baterias estranhas, as condições se alinharam com perfeição no Backdoor de Pipe para o décimo primeiro duelo da terceira série e último do dia e os americanos Conner Coffin e Kelly Slater fizeram a festa. Foi um tudo atrás do outro, virada depois de virada e momentos de rara plasticidade. Vizinhos em Santa Barbara e no Havaí os dois se divertiram até o último minuto, mas foi ícone Slater quem riu por último. Com o resultado Conner, que já tinha sido protagonista de uma das melhores baterias do dia contra Jack Freestone na segunda fase, perdeu a corrida pelo troféu de melhor estreante da temporada para o paulista residente na California, Caio Ibelli.

Kelly Slater comemorou por ter vencido Conner Coffin. Foto: WSL / Heff

Por conta de uma lei havaiana que proíbe os campeonatos de surfe depois das 16 horas o dia terminou sem a realização do décimo segundo confronto da terceira fase, onde o estreante brasileiro Alex Ribeiro bate de frente contra um dos melhores surfistas da temporada, campeão em Trestles e Super Tubos, o sulafricano Jordy Smith.

 

 

Tags:
COMPARTILHAR