AGUARDE
04 janeiro 2017

Frederico Morais: “Tiago Pires fez a parte dele, agora eu vou fazer a minha”

Estreante no CT em 2017, surfista português mal pode esperar para competir no Tour dos Sonhos

Local de Cascais, o surfista Frederico Morais será o segundo participante português da história do Championship Tour. Confirmado como integrante da elite do surfe mundial em 2017 no fim da temporada havaiana, nossa equipe bateu um papo super descontraído com o simpático surfista da terrinha. Frederico falou sobre sua paixão pelo Havaí, sua influência do mestre Tiago Pires, o Saca, e muito mais.


Frederico Morais terminou 2016 na terceira posição do QS. (Foto: WSL)

Competir no Havaí

“O Havaí é um lugar complicado. Tem os locais, todo mundo quer garantir a qualificação, tem os surfistas do World Tour que competem a Triple Crown, ou seja, todo mundo vem pra cá competir. O que vale é que eu gosto muito do Havaí, gosto muito das ondas. Acho que o meu surfe se encaixa muito bem nas ondas daqui do Havaí, tanto em Haleiwa como em Sunset também.”

Frederico não teve caminho fácil em 2016. Depois de uma quinta colocação no QS de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, ele ocupava a posição de número 28 do ranking de acesso. “Sabia que precisava de mais dois bons resultados e fui aproveitar, surfar, e consegui dois vice-campeonatos, que me ajudaram a subir no ranking.”

 


Português foi vice nos QS de Haleiwa e Sunset Beach. (Foto: WSL)

Influência do Tiago Pires

Ex-top do CT, o português Tiago Pires foi o primeiro representante do seu país entre os melhores surfistas do mundo. Fato que é considerado um marco na história do surfe português e mundial.

“O Tiago, sem dúvida alguma, foi uma grande influência. Ele proporcionou ao mundo de conhecer o surfe português, mostrou que havia potencial e que nós realmente temos bons surfistas. Temos, principalmente, ondas para criar bons surfistas. Ele é uma pessoa com quem eu já viajei bastante, surfamos muitas vezes em casa e sem dúvida nenhuma ainda me dá força e surfa muito bem. Ele me ajuda a “puxar” o meu surfe também."

Acho que ele (Tiago Pires) fez a sua parte no surfe português e agora eu vou fazer a minha, vou construir a minha carreira.

Surfistas europeus no Championship Tour

"Durante muito tempo, nós tivemos só o Jeremy Flores (França). Felizmente esse ano entramos eu, o Leo Fioravanti (Itália) e o Joan Duru (França). Acho que somos três ótimos surfistas, podemos nos dar bem no Tour, fico muito contente por eles e acho que vai ser um ano engraçado. Mas temos uma gama de surfistas no QS que acho que tem imenso potencial para se qualificar. Vimos o Marc Lacomare (França) que ficou muito perto, o Maxime Huscenot (França), o Vasco Ribeiro (Portugal), ou seja, é uma gama de surfistas que vêm aí e espero que a Europa comece realmente a ter uma força extra e a ganhar ainda mais nome."

Expectativa para as etapas do CT 2017

"O circuito tem muitos picos com point break para a direita, parecido com Portugal. Na Ericeira, temos muitas ondas assim. Mal posso esperar para competir nessas ondas e competir em Teahupoo e Fiji, que são ondas que eu nunca surfei muito e estou ansioso para conhecer e melhorar cada vez mais o meu surfe. Por isso que eu acho que vai ser um novo desafio, vai ser quase como começar tudo do zero. Vou voltar a trabalhar para evoluir ainda mais e, se Deus quiser, continuar no Tour."

 


O que podemos esperar de Frederico Morais esse ano, hein? (Foto: WSL)

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