AGUARDE
10 agosto 2015

Fumou, ou não fumou? Eis a questão

Estudo africano indica que obra de William Shakespeare pode ter sido influenciada pela Cannabis

O inglês William Shakespeare é considerado por muitos como o maior escritor da língua inglesa em todos os tempos. De onde veio tanta inspiração? De acordo com cientistas sul africanos, Shakespeare pode ter sido ajudado pela Cannabis. Cachimbos de 400 anos foram encontrados no jardim do gênio escritor e o resultado das análises foi surpreendente, indicando que ele escreveu algumas de suas obras com THC na mente.

Cachimbos da paz, de Shakespeare

Os 24 cachimbos encontrados na propriedade foram levados para a University of the Witwatersrand e 8 deles tinham resíduos da erva que faz a cabeça de muita gente até hoje. Alguns sonetos de Shakespeare sugerem que ele conhecia o efeito de drogas recreativas, principalmente o de número 76.

Sonnet 76

Why is my verse so barren of new pride,

So far from variation or quick change?

Why with the time do I not glance aside

To new-found methods, and to compounds strange?

Why write I still all one, ever the same,

And keep invention in a noted weed,

That every word doth almost tell my name,

Showing their birth, and where they did proceed?

O! know sweet love I always write of you,

And you and love are still my argument;

So all my best is dressing old words new,

Spending again what is already spent:

For as the sun is daily new and old,

So is my love still telling what is told.

cannabis_sativa

Uma bela amostra de cannabis sativa

"Compounds", algo como "mistura" em português, eram substâncias químicas formadas por dois ou mais ingredientes. "Noted weed" ou "notável erva", poderia ser algo sobre cânhamo, mas é uma das provas que os historiadores mais se apoiam como uma alusão aos efeitos alucinógenos da maconha.

Legalizar, ou não legalizar? Eis a questão.

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