AGUARDE
06 julho 2017

Há 10 anos Mick Fanning conquistava o mundo pela primeira vez

Australiano foi campeão mundial no seu sexto ano no circuito dos sonhos

Em 2007, o circuito mundial de surfe ainda se alimentava da histórica rivalidade entre o mito Kelly Slater e o saudoso havaiano Andy Irons. Depois do tricampeonato de Irons ( 2002-03-04), Slater retomou o trono em 2005 e 2006, chegando a oito canecos. Mas 2007 foi diferente e logo do começo, atravessando um momento especial em sua vida profissional, no auge da forma física e técnica, Mick Fanning abriu a temporada com uma vitória em casa. Isso mesmo, o virtual tri-campeão do mundo e seus vizinho na Gold Coast como Joel Parkinson tem essa vantagem diante das demais estrelas do Tour.

Na primeiríssima etapa da temporada, desde que estrearam no circo da ASP/WSL, eles dormem em casa… e esse conforto físico também tem reflexos no campo psicológico e isso, para um atleta de alto desempenho, faz uma enorme diferença. Na decisão nessa batalha “caseira” Fanning superou seu compatriota Bede Durbidge. Na sequência da temporada 2007 os principais adversários de MF foram: Kelly Slater e mais um australiano, esse lá da selvagem costa sudoeste , Taj Burrow. Na matemática do ranking até chegar a penúltima etapa do calendário, onde ele conquistou o caneco mundial, Fanning somou um importante vice campeonato nos temidos tubos de Teahupoo, no Taiti, onde o yankee Damien Hobgood foi o vencedor e uma vitória na charmosa prova de Hossegor, na França, quando ele derrotou a zebra sul-africana Greg Emslie na decisão.

Chegamos então a Praia de Vila, em Imbituba, Santa Catarina, palco da etapa brasileira do Championship Tour naquela época. Fanning chegou lá liderando a corrida pelo título mundial, mas com Slater e Burrow na sua cola. O evento rolou em boas ondas que giraram em torno de 4 a 6 pés, algo entre 1,5 e 2 metros e boa formação…e para sorte do “local” de Kirra, Slater foi superado nas oitavas de final por Kai Otton e Taj Burrow parou nas quartas para outro compatriota, Tom Whitaker. A partir de então, Fanning teria que passar a semi-final para conquistar seu primeiro título mundial antes da última etapa do circuito, a de Pipeline, no Havaí, onde o poder das ondas, a pressão dos havaianos e toda atmosfera da disputa fazem a pressão ser elevada ao nível máximo. Com a “máquina de manobras” ligada e a consciência competitiva que fizeram a sua fama, Mick venceu a primeira bateria das semi, justamente contra seu vizinho e grande amigo, Joel Parkinson, e garantiu o título de número um do mundo. Como bom australiano que é, ele saiu da água com uma cerveja em punho e no intervalo para a final tomou mas duas.. resultado: ficou bêbado e relaxou? Que nada! O cara ainda teve energia para vencer Kai Otton na finalíssima, ou seja, marcar a conquista do título mundial com três vitórias em etapas. 

Aí sim o cara partiu para a comemoração. Mandou trocar o local da festa de Imbituba para Floripa, para ter mais mulheres e dessa vez encheu a cara. Encheu tanto que no final da festa, subiu para o quarto para botar um maio de natação feminino amarelo, para zoar os amigos e quando voltou para o boate já não tinha mais ninguém, só pessoal da limpeza, que olhou para ele e deve ter pensado: “Esses surfistas são muito malucos”.

Mick Fanning após ser campeão mundial pela primeira vez em Imbituba, Santa Catarina.

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