AGUARDE
17 dezembro 2015

JAMZ une talento, popularidade e prestígio

Por Marcelo Aragão

Revelados na primeira temporada do reality show "Superstar", a rapaziada do JAMZ celebra um ano da turnê de lançamento do álbum Ïnsano", que foi indicado para a edição de 2015 do Grammy Latino. A gente aproveitou esse momento pra bater um papo com os caras que promovem a difícil mistura entre talento, popularidade e prestígio.

Quarteto espetacular

Depois de um ano do lançamento do disco como ficou o repertório depois desse tempo de estrada?

Pudemos experimentar bastante coisa nesse último ano. Tocamos para plateias grandes e pequenas, no interior e na capital e para públicos de diferentes faixas etárias. Hoje, com tantos shows feitos, fica mais fácil adequar o repertório sem perder a nossa identidade. Infelizmente, ainda não conseguimos fazer um show 100% autoral, pois temos apenas um CD lançado. Com o nosso próximo disco vamos conseguir apresentar um show com JAMZ do início ao fim!

Como foi a recepção ao repertório do disco durante a tour?

Foi incrível! É muito gratificante rodar o país e ver a galera cantando as nossas músicas. Tem aquela galera que é fã e canta tudo do início ao fim, tem a galera que vai no refrão, mas o importante é ver todo mundo envolvido.

Quantas cidades e quantas apresentações até agora?

Foram muitas cidades! Rodamos quase todos os estados e passamos por diversas cidades. Nesse último ano a gente contabilizou cerca de 100 shows.

Deu pra ter uma noção de quem é o público de vocês? Tem uma faixa etária específica?

Temos um público bem eclético. Fazemos muitos shows em teatros e como a classificação é livre conseguimos atrair um público que vai desde as crianças até o pessoal mais velho. Já colocamos 30 crianças em cima do palco para curtir de pertinho e também recebemos a turma da 3ª idade no camarim para tirar foto! A predominância é da galera dos 15 aos 25 anos, mas é muito legal ver que o som que fazemos não tem restrição.

Como foi a indicação pro Grammy Latino? Como é participar de uma premiação tão conceituada já no primeiro trabalho?

Foi a realização de um sonho totalmente inesperada. Não imaginávamos chegar tão longe logo nesse primeiro disco. É muito bom ter o seu trabalho reconhecido por um pessoal gabaritado que escuta música feita em vários países. Com certeza nos dá um gás extra para o nosso próximo disco!

Geralmente a estrada alimenta novas ideias e as composições aparecem. Isso acontece com vocês? Já está rolando no show uma música nova, ainda sem nome, mas que mantém as características do repertório atual. O novo trabalho já está encaminhado?

Estamos sempre falando de música, ouvindo coisas novas e isso gera uma atmosfera que favorece essa criação em conjunto. No nosso caso não temos uma regra específica, já rolou de compor na estrada ou alguém traz alguma coisa encaminhada e finalizamos juntos. Essa música nova (ainda sem nome! rs) é uma composição do Tibi que arranjamos juntos no estúdio. O trabalho novo já está encaminhado sim. Estamos escolhendo repertório e esperamos que no primeiro trimestre de 2016 ele já seja lançado.

Gostaria de saber um pouco da formação musical de cada um

William Gordon cresceu ouvindo jazz, soul e R&B. Criado em uma família de músicos, sobrinho-neto de Dolores Duran e neto de Dave Gordon, não houve como fugir da música. Aos 9 anos, já gravava jingles para campanhas publicitárias, mesma época em que ganhou o seu primeiro contrabaixo, o qual ele viria a estudar apenas aos 16 anos. Com 17 anos, já atuava como músico profissional na noite paulistana. Paulinho Moreira teve seu primeiro contato com a música ainda garoto, aos 8 anos de idade, quando seus pais o levavam frequentemente a um popular bar onde amigos tocavam clássicos da MPB e Jazz. Mais tarde, aos 12 anos, começou a tocar violão e um ano depois, incentivado pelo pai que lhe deu sua 1ª guitarra, decidiu estudar música. Iniciou seus estudos em cursos livres de música e depois estudou Harmonia e Improvisação no Centro Musical Antônio Adolfo seguido por uma passagem no Centro de Formação Musical de Rio das Ostras. Pepê Santos cresceu ouvindo a boa música, influenciado por sua família de músicos. Os estudos musicais começaram aos 12 anos, Pepê participava de festivais de bandas na escola. Mais tarde intensificou seus estudos e a diversão começou a virar trabalho. Algum tempo depois começou a atuar profissionalmente se apresentando em bares e casas noturnas em diversos projetos, e com o passar do tempo acompanhando grandes artistas da música brasileira. Aos 21 anos, se formou no Curso Superior de Produção Musical, e com isso passou a se envolver em projetos de gravação e produção musical. Gustavo Tibi começou os estudos musicais aos 8 anos de idade em Petrópolis. Aos 12 começou a se apresentar regularmente com bandas e sozinho. Aos 18 anos se mudou para o Rio de Janeiro para cursar composição na UFRJ e estudar com alguns grandes nomes do piano nacional

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