AGUARDE
01 junho 2016

Jeremy Flores escreve sobre sua experiência no Rio de Janeiro

Em texto "Rio, um outro mundo", o francês fala dos fãs brasileiros e, claro, do açaí

Jeremy na segunda fase do Rio Pro 2016. (Foto: Daniel Smorigo)

Jeremy na segunda fase do Rio Pro 2016. (Foto: Daniel Smorigo)

"Esse ano no Brasil, mesmo com a minha eliminação já na segunda fase, eu passei bons momentos. Foi bem legal. É um país que eu amo. Eu tenho vários de amigos lá e eu falo a língua fluentemente. A cada vez que estou lá, estou sorrindo... De tanto que tem picos incríveis. É claro que não estou falando de onde acontece a competição, na Barra da Tijuca. Esse não é muito interessante. Eu tive algumas sessões bacanas em picos como Prainha e Itacoatiara, perto do Rio.

A cozinha é outro ponto que me faz amar esse país.

Por exemplo, eu adoro comer açaí. É uma fruta que vem da Amazônia. Ela parece com a uva, é fresca e cheia de vitaminas. Você pode adicionar pedaços de banana ou de morango e isso te dá bastante energia. A gente começa a encontrar essa fruta agora em alguns lugares do mundo, mas o gosto verdadeiro você só encontra no Brasil. Você pode comer a qualquer momento do dia.

Jeremy curtindo um dia no Rio. (Reprodução: Instagram)

Jeremy curtindo um dia no Rio. (Reprodução: Instagram)

Assédio dos fãs

Outra coisa um tanto quanto incrível no Brasil, são os fãs. Eles são “doidos”, como em nenhuma outra parte do mundo. Eles te esperam na saída do hotel para conseguir uma foto ou um autógrafo. Dependendo do momento do dia, eles são uma dezena, às vezes mais de cinquenta. Alguns como Medina, Toledo e John John precisam de um segurança, para conseguir passar por essa loucura. Eles não podem nem sair do hotel. Comigo não é tão fervoroso assim, mas me acontece também de vez em quando deles passarem um pouco do ponto. Como eles sabem que eu falo português, eles tem muito afeto por mim. Mesmo quando você vai surfar, eles 'guardam caixão' na beira d’água. As meninas, a maioria entre 12 e 20 anos, querem de qualquer jeito conseguir uma selfie. Elas não te deixam. Algumas me deram até o número de telefone, é engraçado. Também acontece das crianças te darem um desenho, um presentinho ou um amuleto da sorte, como a estátua de Cristo. É simpático.

Como eles sabem que eu falo português, eles tem muito afeto por mim.

Tudo isso é algo que pode ser bem legal, mas de vez em quando é bom evitar, pode incomodar um pouco. Quando você está na competição, você deve ficar concentrado. Você tem uma rotina de preparação, uma programação. E tem ainda os dias nos quais a sua moral não está lá em cima. Um dia, logo antes da competição, eu quebrei a minha prancha mágica no freesurf. Bom, nesse momento, quando você sai do mar, você não está tão afim de fazer 50.000 fotos. Você está sem cabeça para isso. Em outros momentos, por outro lado, isso faz bem. Quando eu perdi minha bateria na repescagem e havia centenas de pessoas gritando meu nome e aplaudindo... isso realmente acalenta o coração. São esses momentos que dão prazer e te dão vontade de ficar na praia para dar autógrafos. Mesmo que isso dure uma hora. A gente só vê isso no Brasil. Rio, é um outro mundo.

A gente só vê isso no Brasil. Rio, é um outro mundo.

Jeremy em sessão de freesurf no Rio (Foto: Daniel Smorigo)

*Tradução: Bárbara Bárcia

Leia o artigo original aqui.

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