AGUARDE
18 janeiro 2016

Josh Kerr vence etapa do BWWT no México. Confira aqui as ondas gigantes!

Mar também ficou gigante em Jaws e Waimea neste final de semana

Esse último final de semana foi um daqueles que ganharão um capítulo a parte na história do surfe de ondas grandes. Em Todos os Santos (México) , para a supresa de muitos, a vitória ficou com o especialista em aéreos e top do cultuado Championship Tour, Josh Kerr. Competindo como convidado, o australiano deixou pelo caminho nomes como Nathan Fletcher, Mark Healey, além do atual campeão mundial de ondas grandes, Makuakai Rothman. Na final, com as ondas já prejudicadas pelo forte vento, Josh teve a companhia dos americanos Rusty e Greg Long, Nic Lamb e Damien Hobgood, além do brasileiro Carlos Burle. Representando o Brasil no evento, Burle, que em 1998 venceu o campeonato mundial realizado por lá num dos maiores mares da história, onde inclusive, o norte-americano Taylor Knox ganhou a bagatela de 50 mil dólares como prêmio de maior onda surfada na remada, terminou com a honrosa terceira colocação. Poderia ter sido melhor, já que o brasileiro ocupou a segunda colocação por grande parte do tempo, mas a poucos minutos do fim, foi ultrapassado por Greg Long.

Com as previsões indicando ondas gigantescas para Jaws, em Maui, no Havaí, dezenas de big riders partiram rumo ao pico que é atualmente o mais emblemático, concorrido e desafiador do surfe na remada. Como disse o havaiano casca-grossa, Shane Dorian, ondas que pensavam ser impossíveis de serem surfadas na remada, foram surfadas neste fatídico 15 de janeiro de 2016. E ele foi um deles. O havaiano surfou com categoria pelo menos duas direitas absurdas, mas sem dúvidas os destaques ficaram por conta do também havaiano Aaron Gold e do carioca de apenas 19 anos de idade, Pedro Calado.
Enquanto Aaron botou pra baixo numa direita que vem sendo apontada como a maior onda já surfada na remada, Calado se jogou numa esquerda insana que todos pensavam apenas em passar por ela e não levar na cabeça. A verdade é que os dois foram explodidos quando chegaram na base da onda, mas a certeza é uma só: as duas ondas tinham mais de 50 pés. Agora fica a critéria dos especialistas em avaliar qual foi a maior.

Enquanto a galera puxava os limites em Jaws, outra turma de peso colocou pra baixo na lendária Baía de Waimea, onde as ondas ultrapassaram a faixa dos 30 pés. Muita gente questionou o por quê de não ter rolado o Eddie Aikau, tradicional evento de ondas grandes que só acontece quando as séries estão com no mínino 20 pés. Correntes afirmam que as condições não eram das melhores, mas o maior motivo pode ter sido a realização da etapa do BWT de Todos os Santos, no México.

Um final de semana histórico para o surfe na remada e que ainda renderá muitos comentários, controversas e quem sabe o prêmio do cobiçado XXL. Seja para quem for, será merecido, porque fazer o que esses caras fazem realmente é de tirar o chapéu. Como diz o ditado, limites foram feitos para serem quebrados.

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