AGUARDE
10 novembro 2014

MIMPI FILM FESTIVAL

O que rolou na edição carioca

Quem chegou cedo no evento sabe que valeu a pena. A começar pela vista da casa, no Joá, subindo a ladeira tinha a exibição de filmes e um ambiente super agradável, simples e íntimo, subindo mais um pouco tinham as tendas com comidinhas deliciosas. Eu provei o hambúrguer de porco e a tapioca de salpicão. De fato, comidas especiais, como dizia no cronograma. Quando o Sol dava lugar à Lua, o festival começava a lotar. Vamos combinar, a Lua estava linda... O MIMPI - sonho em indonesiano - foi idealizado e realizadíssimo pela Void e a Jamur Vídeo. Nós, cariocas, sentimos a invasão dos gaúchos durante esse ano. Eles brotaram no Leblon, com a Void General Store, em Ipanema, com o Complex Esquina 111, essa semana teve o festival de filmes e a inauguração da General Store na rua Olegário Maciel, na Barra. Eles não estão de bobeira e nem a gente! Eu virei fã dos rangos da Esquina 111 e, sem dúvida, o MIMPI foi xodó à primeira vista. O protagonista do festival foi o sonhador Thomaz Crocco, que além de ter plantado a semente MIMPI, guiou todo o evento e nos recebeu como família. Era assim: quando entrávamos no festival, ganhávamos o sobrenome Crocco. Nosso anfitrião morou dez anos na França, em Hossegor - cidade escolhida por causa das ondas -, onde começou a Jamur Vídeo. Depois de participar de festivais importantes na Europa e trabalhar para marcas como Red Bull e Billabong, ele resolveu voltar para o Brasil. É nessa parte da história que começa a parceria com a Void: Thomaz é primo de um dos sócios, o Pedro Hemb. Na época, a Void estava inaugurando Complex de Porto Alegre. Botei uma pilha neles, eu já tinha organizado lá na França mostras de filmes de surfe e tinha experiência em curadoria, em apresentar... Foram dois anos de Soirées Films de Surf, no cinema Le Rio, em Capbreton. A escolha por um festival, ao invés da mostra, se resume à adrenalina da competição. Eu estava realmente na dúvida, então, vamos fazer festival!, Thomaz bateu o martelo.Depois de duas edições em Porto Alegre, com toda a ocupação gaúcha por aqui, é claro que o festival tinha que vir junto. Eu topei na hora né, porque o Rio é a capital do surfe, do romantismo e um lugar que a gente admira, ama... o Rio de Janeiro é maravilhoso... - o Thomaz é mais um gaúcho apaixonado pelo Rio - Somos muito frustrados porque Porto Alegre não tem mar, né, temos uma cidade bonita, com lagos, legal, mas não tem onda. Dá pra velejar e tal, mas não é a nossa história, a gente gosta de pegar onda. Tem a questão do clima também, faz muito frio. Acho que por isso a maioria dos gaúchos é frustrada e o Rio supre a nossa essência. A essência do surfe, do skate e da arte, ou o savoir-vivre, como definiu o Thomaz, é o que todos os envolvidos nesse projeto têm em comum. A energia que tá rolando, o clima, tá muito bonito. Tô feliz pela aceitação carioca, vejo a galera curtindo, entrando na mesma essência. A gente vê surfistas, skatistas e diretores de alto nível, todo mundo misturado discutindo ideias, compartilhando momentos... E que esse festival inspire as pessoas a ir atrás do que elas gostam, atrás dos sonhos delas, a surfar, andar de skate, amar, viver com qualidade... enfim, com todos os valores que a gente preza. Obrigado, Thomaz e todos os envolvidos! Com certeza o MIMPI inspirou muita gente e, sendo mais superficial, divertiu também. Quando a exibição de filmes acabava, entrava a banda, na sequência, o DJ. A festa também era da família Crocco, amigos e mascotes (os dogs também estavam presentes), todos na mesma vibe, dançando, se cumprimentando, sorrindo. No céu, a Lua minguava devagar, querendo nos iluminar por muitas horas ainda. Sobre as nossas cabeças, luzes penduradas. Foi lindo... Que venha 2015!   CRÉDITOS Fotos: Ana Carolina Nunes

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