AGUARDE
12 outubro 2016

Minhas referências...

Em quase todas as rodas de amigos, há sempre aquela conversa que vai se direcionando para aquele momento onde você fala sobre suas referências musicais, bandas que marcaram momentos especiais e, principalmente, a adolescência. Estive pensando nisso, pois hoje trabalho com adolescentes e, sempre que há esse papo sobre suas influências musicais, o período de vida dessa "marca" é o momento em que os hormônios andam em plena ebulição. Engraçado.

Não sei qual a explicação científica para isso, mas tendo achar que é nessa época que sentimos o primeiro cheiro do ar puro da tal liberdade que vamos almejando e cultivando ao longo da pré-adolescência. E, nesse período, tudo que vamos ouvindo e descobrindo parece que nos vai criando significados, vai nos moldando e vai criando memória base. Um "achómetro."

Fiz um exercício e me perguntei que tipo de música, banda e artistas influenciaram tanto a minha formação musical, como um entusiasta da música, quanto quais artistas me marcam mais ao longo da vida.

Para a primeira pergunta, cheguei a conclusão de que tudo que ouvi na adolescência, principalmente no período entre os meus 16 e 19 anos, me trazem marcas até hoje. Meu jeito de cantar, de tocar violão e minhas composições tem muita influências dos "ídolos" que vivi naquela época. E, já te digo, que sou eclético e essa influência toda é possível notar na necessidade de que, em qualquer som que faça ou som, tenha um violão muito presente. Reconheço esse tempo, essa memória nesse instrumento combinado com guitarras, bateria e baixo.

Para a segunda, pergunta, fui elencando músicas daquele tipo que você não tira da sua memória afetiva e não consegui cercar exatamente uma, mas sim artistas, discos. Entre as coisas que me remetem aquele tempo, lembro dos quatro primeiros discos da Zélia Duncan, o primeiro disco da Cássia Eller produzido pelo Nando Reis, um cd meio acústico do Barão Vermelho, Titãs na sua saga acústica, Gath Brooks e muitas outras coisas... Todas com violão (amarrando com a primeira).

Mais louco é que as músicas não necessariamente tem a mesma linha de raciocínio de melodia ou letra. Algumas são mais melancólicas e, de fato, foi coisa que me chamou atenção por muito tempo. Mas nunca foi uma busca matemática. Acho que a sonoridade somada a melodias simples e refrões poderosos era mais impactantes nessas escolhas.

E aí? Faz sentido essa tese de entender que as nossas referencias são montadas nesse período de busca louca por liberdade? Nesse tempo em que um vento na cara nos faz pensar no futuro, no que seremos para pós deixarmos a casa dos pais? De uma dose de independência...

Pensei nisso e quis compartilhar por aqui.

Quais são suas referencias musicais? Ela fazem uma trilha sonora de um momento ou fase da sua vida?

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