AGUARDE
13 dezembro 2016

Não se bate nem com uma flor

Infelizmente muitas mulheres ainda sofrem agressões físicas e psicológicas. Normalmente associamos este fato a classes sociais mais humildes. É estranho imaginar que pessoas cultas e bem sucedidas sejam capazes de viver e agir desta forma. Comentando com alguns amigos sobre este tema, percebi como estava enganado. Ouvi vários exemplos de pessoas próximas relatando casos de agressão doméstica envolvendo mulheres. Estamos tão perto e nos sentimos tão distantes desta realidade. Ignorar também é uma forma de compactuar. Não enxergar o próximo faz com que convivamos com realidades que passam despercebidas. Precisamos olhar ao nosso redor, verdadeiramente enxergar o outro e estarmos disponíveis a ouvir. Estamos sempre tão envolvidos com os nossos problemas e com o nosso mundo que, assim como eu que julgava tão distante de mim a possibilidade de ter uma amiga que poderia sofrer uma agressão, muitas mulheres poderiam se sentir mais fortes para expor o problema se tivessem por perto pessoas que as enxergasse.

Minha esposa é uma pessoa muito difícil. Mas também é doce, forte, guerreira, companheira, mas que é difícil, é. A valorizo por ser exatamente assim. Inacreditável que ainda hoje um homem use este argumento como justificativa para agredir uma mulher. Estou falando de uma caso ocorrido com uma mulher pública, linda, ícone de beleza e feminilidade: Luiza Brunett. São poucas as mulheres que sentem-se apoiadas para enfrentar uma delegacia com homens machistas e que também não as enxergam como seres humanos e sim como... difíceis.

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