AGUARDE
09 setembro 2016

Nasce uma Venus

Desde criança tenho uma forte relação com a arte. Minhas primeiras lembranças me remetem ao desejo de registrar o que me emocionava em forma de desenho, pintura, ilustração e escultura. 

Vênus e Afrodites da história da arte sempre foram fontes de inspiração. O corpo feminino me emociona. Mulheres e suas lutas me emocionam. Através delas percebemos que todas as formas corporais são esculturais, já que o padrão que define o belo muda seus referenciais ao longo dos tempos e da sociedade.

A partir daí, mostrarei nesta coluna, a visão de mulheres de todo o mundo sobre qual é sua verdadeira beleza através de ilustrações que expus em recente mostra aberta ao público. Essas mulheres demostram que se amam e vivem mais felizes e saudáveis física e mentalmente ao se libertarem da procura do corpo perfeito que enche os consultórios de cirurgia plástica, leva mulheres a doenças como bulimia e a procedimentos extremos que muitas vezes são divulgados pela mídia.

É um imenso prazer poder compartilhar com vocês projetos artísticos e seus conceitos. 

Espero que curtam minha forma de mostrar que beleza vai além do que nos mostra a nossa visão.

Para iniciar esta coluna fiz uma releitura do "Nascimento da Venus", com esta deusa emergindo do mar conforme descrito na mitologia romana. Pintada por Sandro Botticelli e exposta em Florença, na Italia, na Galeria Uffizi é uma pintura emblemática e conhecida por sua simetria imperfeita, que nunca comprometeu a beleza da obra. Pra mim, nos dias atuais, ela teria cabelos coloridos, corpo tatuado e estaria em alguma praia do litoral brasileiro.

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