AGUARDE
09 junho 2016

O ano da zebra no CT

Dos top 32, sete surfistas da elite já se afastaram por lesão nesta temporada

O circuito da elite do surfe 2016 começou com um número alto de lesionados. Da lista dos melhores surfistas do mundo, Alejo Muniz, Owen Wright e Bede Durbidge não participaram da etapa da Gold Coast, na Austrália, por problemas físicos.

Enquanto Alejo se recuperava de uma lesão no joelho ocorrida em outubro de 2015 na França, Owen e Bede ainda viviam as consequências de vacas sofridas em Pipeline, no Havaí, em dezembro do ano passado.

Antes mesmo da prova da Gold Coast começar, Mick Fanning avisou que em 2016 a prioridade dele seria sua vida pessoal e por isso ele iria participar apenas de algumas etapas. Pronto, isso era o aviso de mais uma ausência em alguns eventos do tour de 2016.
 
No dia 15 de março, data da decisão do Quiksilver Pro Gold Coast 2016, a zebra fez mais uma vítima e desta vez, muitos acreditam que ela influenciou também no resultado do evento. Principal candidato ao título da etapa, Filipe Toledo teve uma lesão na cartilagem da cabeça do fêmur e não só perdeu a semifinal para Matt Wilkinson, o azarão da disputa, como também ficou fora dos eventos de Bells Beach e Margareth River.

Esses vão ser os dois piores resultados do ano, se Deus quiser

 
Filipe Toledo era o favorito, mas a lesão o deixou no terceiro lugar. Foto: Reprodução internet

Filipe Toledo era o favorito, mas a lesão o deixou no terceiro lugar. Foto: Reprodução internet

 
 
 
Numa sessão de freesurf antes mesmo da batalha de Bells Beach começar, Jack Freestone também se machucou e aumentou para cinco, o número de baixas no tradicional Rip Curl Pro Bells. Esse fato fez a World Surf League usar seus quatro substitutos (Adam Melling, Stuart Kennedy, Sebastian Zietz e Dusty Payne) e ainda arrumar uma vaga para convidar Mason Ho, de última hora.
 
Em Margaret River, o brasileiro Alejo Muniz voltou, mas aí foi a vez de seu compatriota Jadson André sair de cena para curar uma lesão no tornozelo. Saldo, mais uma etapa com cinco machucados, quatro alternates convocados e Leonardo Fioravanti como o convidado direto da WSL da vez.
 

Foi em Margaret River também que Taj Burrow anunciou sua aposentaria. O australiano, que fez parte da elite do surfe mundial por 18 anos, avisou que ia deixar a lycra de competição após a prova de Fiji, que seria sua próxima e última prova do CT.
Ou seja, o Rio estava fora dos planos do Taj e também de Kelly Slater e Kai Otton, que alegaram motivos pessoais para não desembarcar no Brasil. Sem os três e sem Mick Fanning, Owen Wright, Bede Durbidge e Joel Parkinson, que avisou que precisava se recuperar de uma lesão antiga no joelho, o Rio Pro 2016 aconteceu sem 7 dos 32 surfistas que formam a Championship Tour.
 
Em junho começou a quinta prova das 11 programadas para esta temporada e desta vez Taj Burrow, Kelly Slater, Mick Fanning e Kai Otton reassumiram seus lugares, assim como Joel Parkinson tentou fazer. Mas a lesão no joelho, que para muitos brasileiros soou como uma desculpa para não vir para o Brasil, fez Joel ser submetido a uma cirurgia de emergência na véspera da abertura da janela de espera.

  • Protetor de bico;
  • Leash maior;
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade;
  • Exercícios para fortalecer o CORE (músculos da região abdominal, lombar e pélvica);
  • Alongamento e aquecimento antes do surfe. Os principais locais são: extensão torácica da coluna posterior, manguito rotador, afastadores escapulares, peitoral, sistema miofascial do glúteo, flexão/extensão da coluna lombar, flexão do quadril, rotação do quadril, flexão dorsal do tornozelo.
  • Respeitar os limites técnicos;

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