AGUARDE
29 maio 2017

Os 10 melhores estreantes do CT desde 2001

Ítalo Ferreira é o único brasileiro da lista

#10 - Kekoa Bacalso - 2009

 O havaiano Kekoa, que sempre chamou atenção pela silhueta arredondada de sua barriga, foi muito além do que alguns esperavam. O surfista que em 2001 já competiu a disputa de Sunset Beach, na época em que esse evento valia pontos para o CT, em 2005 garantiu o troféu de campeão mundial Pro Junior. E foi com esse título que ele mais uma vez conseguiu vaga para as etapas do CT de Bells Beach, Barra de La Cruz e Pipe Masters na temporada de 2006. O carimbo oficial para correr todas as temporadas só foi consolidado em 2009. O melhor desempenho de Kekoa que só passou dois anos no CT aconteceu na prova de Bells Beach, quando ele fez quartas de final. No final da temporada, Kekoa terminou no 18º lugar e mesmo com essa posição modesta, ficou com o título de estreante da temporada. 

#9 - Fredrick Patacchia - 2005 

Criado no Havaí, Fredrick Patacchia, que hoje não compete mais o circuito mundial, foi o melhor estreante da temporada em 2005. Fred P, que passou 11 anos na elite, acreditou tanto no seu desempenho entre os melhores do mundo, que na primeira temporada no CT ele não correu nenhum evento da divisão de acesso, para se focar no formato de competição do tour dos sonhos. Acostumado com os tubos, Fred conseguiu o melhor resultado dele nesse tour em Fiji (imagens no vídeo), que foi a quarta prova do tour de 2005. Dono de um surfe forte, Fred nunca deslanchou de verdade, mas mesmo assim realizou o sonho de estar entre os melhores do planeta por longos anos.

#8 - Julian Wilson - 2011

Na disputa contra somente um surfista pelo título de rookie of the year de 2011, Julian Wilson levou a melhor em cima de Alejo Munz. O queridinho australiano fez sua estreia  entre os tops do Tour com muita expectativa, já que o país continental da Oceânia aposta até hoje nele como o substituto do trio Mick Fanning, Joel Parkinson e Taj Burrow. Mas essa estreia não teve toda essa pompa. Nos primeiros eventos do CT, Julian não conseguiu bons resultados, mas a partir da prova de J-Bay ele se encontrou contra seus adversários. Neste ritmo, Julian também chegou nas quartas de final em Nova York e em Portugal, fez semifinal em Trestles e final na França, onde perdeu para o nosso fenomenal Gabriel Medina. Com 37 mil e 100 pontos somados, Julian Wilson terminou a temporada na nona posição, um andar na frente de seu principal rival Alejo Muniz que foi o 10º colocado. 

#7 - Nat Young - 2013

A temporada de 2013 do circuito da elite do surfe mundial teve como estreantes Filipe Toledo, Nat Young e Sebastian Zietz. E foi o americano, local de Santa Cruz, na Califórnia, o melhor dos três. Depois de garantir a décima-terceira colocação na Gold Coast, Nat viu o seu surfe se encaixar perfeitamente nas direitas de Bells Beach onde ele conseguiu chegar na finalissima, perdendo para o nosso guerreiro Adriano de Souza. Embalado por esse resultado Nat Young foi o nono colocado em Fiji e no Rio, para mais uma vez impressionar em Bali e garantir o terceiro posto. 

Numa temporada realmente inspirado, Nat Young ainda fez final no evento de Portugal, mesmo já tendo assegurado o troféu de estreante da temporada. 

A oitava colocação de 2013 foi o melhor resultado do americano no CT, ou seja até que ele nos prove o contrário, podemos dizer que tudo não passou de sorte de principiante. 

#6 - Jeremy Flores - 2007 

A estreia do garoto prodígio Jeremy Flores no circuito da elite mundial de surfe foi cercada de muita expectativa. Também não era para menos, o garoto que aos 10 anos de idade assinou contrato com a gigante Quiksilver, teve como tutores Kelly Slater e Tom Curren. Logo no primeiro evento dele no CT, por muito pouco não fez a final da etapa da Gold Costa contra Mick Fanning. Mas isso, não tirou o brilho do resultado impressionante para um estreante. Já em San Clemente, na Califórnia, mais uma vez Jeremy chegou na semifinal e o algoz do francês desta foi Taj Burrow. Com 19 anos, Jeremy ainda fez a final da prova do Brasil, que aconteceu em Santa Catarina, e garantiu o 17º posto em Pipeline, para aí sim assegurar a oitava posição no ranking final do circuito da elite mundial de 2007.

O surfe de Jeremy Flores, que quando chegou no CT era considerado moderno, logo ficou ultrapassado. Sem a experiência de nomes consagrados como Kelly Slater, Taj Burrow e Mick Fanning e sem as manobras surpreendentes de caras novas como Gabriel Medina, Filipe Toledo e John John Florence, Jeremy Flores, apesar de grandes momentos isolados,  acabou não fazendo jus a toda expectativa que depositaram sobre ele.  

#5 - Ítalo Ferreira - 2015 

 A história do potiguar de Baía Formosa no circuito mundial de surfe é meteórica e começa em 2014, quando no início do ano nem pontos para correr os eventos de nível 10 mil do QS ele tinha. Mas com um surfe progressivo e muito talento, Italo foi se destacando aqui, conquistando bons resultados lá e no meio do ano ele passou a correr os QSs 10 mil e conseguiu o que muita gente passa a vida toda tentando: se classificou para a elite do surfe mundial. 

A chegada de Italo no CT foi um ponto de interrogação para muitos tops, que não conheciam o garoto. Com a vontade de aproveitar cada momento e aprender com as novas experiências, logo na Gold Coast, Italo conseguiu uma importante nona colocação e nesta trajetória ele deixou pelo caminho o 11 vezes melhor do mundo, Kelly Slater. Já no Rio de Janeiro foi por pouco que Italo não faz a final da quarta parada do circuito. E para aqueles que pressionaram o potiguar para ver ele atuando em ondas tubulares, a resposta dele veio com a quinta posição e a brilhantemente performance em Fiji. E ele não parou por aí, fez quartas também no Tahiti e na França. Já em Portugal, onde assegurou o troféu de estrenate da temporada Italo fez a grande final, perdendo uma incrível batalha contra Filipe Toledo. 

Essa trajetória prova que Italo Ferreira não chegou para ser figurante entre os melhores surfistas do planeta. 

#4 - Owen Wright - 2010 

Owen Wright, que em 2010 garantiu o título de rookie of the year com a sétima colocação no ranking final do CT. Para os patriotas de plantão, que vão falar que o Italo também garantiu o sétimo lugar no ano de estreia dele, explico que o nosso colégio eleitoral teve que entrar em cena para este desempate e como a carreira do Owen está mais consolidada do que a do Italo por conta do tempo de estrada, o australiano acabou levando uma vantagem apertada. A partir da terceira etapa do tour de 2010, que rolou aqui no Brasil, mais precisamente em Santa Catarina, Owen já se mostrou extremamente competitivo e começou a bater de frente com surfistas muito mais experientes do que ele. Em seu primeiro ano na elite o aussie mostrou ser um competidor maduro dentro d’água apesar da pouca idade e de nenhuma experiência no tour dos sonhos. A conquista de Owen foi quase que no automático. Aprendendo muito com duelos duros contra nomes como Kelly Slater, Taj Burrow e Joel Parkinson, ele logo mostrou seu valor. 

O desempenho do australiano chamou atenção das pessoas e teve gente apostando nele como possível campeão mundial para a temporada de 2011, quando ele chegou a disputar o titulo, mas terminou em terceiro. O caneco ainda não veio, mas mesmo assim Owen garantiu seu lugar no pelotão de frente da elite do surfe mundial com um surfe estiloso, manobras progressivas, muita técnica para os tubos e disposição de sobra para as bombas. Owen, que se recuperou de uma séria lesão no cerebro, representa muito bem uma geração que começou a entrar no CT com respeito pelos ícones do cenário, mas sem baixar a cabeça. 

#3 - Mick Fanning - 2002

O australiano chegou no CT já sabendo como era competir e também como era ganhar dos melhores do mundo. Depois de ter levado o evento de Bells Beach em 2001 como convidado aos 19 anos, Mick Fanning fez a estreia no CT em 2002. Depois de ter sido eliminado nas quatro primeiras etapas da temporada na terceira rodada, em Jeffrey’s Bay, Fanning chegou sem muito alarde e foi passando suas baterias e resolveu mostrar a que veio nas quartas de final quando barrou o compatriota Taj Buurow. Depois foi a vez do também australiano Daniel Wills cair diante dos arcos precisos e bem desenhados de Mick na clássica direita sul-africana. Na bateria decisiva, Mick venceu mais um compatriota, Michael Lowe com notas 9.8, 9 e 8.9, totalizando 27.7, dos 30 possíveis. Mesmo não tendo vencido nenhum outro evento, Mick ampliou sua vantagem no ranking em relação aos demais estreantes do ano com o segundo lugar conquistado na prova brasileira, que aconteceu em Saquarema, no Rio de Janeiro e com a quarta colocação conquistada em Pipeline, no Havaí. Mesmo sendo novato no tour, Mick Fanning se mostrou a vontade no seleto grupo e determinado a conquistar seu lugar entre os grandes nomes do esporte, ele foi o quinto melhor do ano em 2002. 

#2 - Bobby Martinez - 2006 

Ficando empatado em termos de colocação final com Mick Fanning, os dois terminaram o ano no quinto posto, leva vantagem em relação a vitórias. Bobby Martinez, que não só foi o melhor do ano entre os estreantes em 2006, como também emplacou duas vitórias na primeira temporada entre os melhores surfistas do mundo. Enquanto os holofotes estavam ligados em Kelly Slater e Andy Irons, o americano com sangue mexicano  já conseguiu na disputa da Gold Coast chegar na semifinal e para provar que não tinha sido sorte de iniciante, em Teahupoo, Bobby venceu com um placar apertado a final contra Fredrick Patacchia, que tinha sido o melhor rookie de 2005. Depois de um quinto lugar em Fiji, um nono no épico evento de Barra de la Cruz, no México e outros resultados menos expressivos, Bobby Martinez voltou a conquistar uma vitória em Mundaka, na Espanha. Enquanto o Kelly comemorava o oitava título mundial, mesmo perdendo a final, Bobby confirmava o troféu de rookie of the year com mais uma conquista. Um feito e tanto para quem estava desbravando um novo mundo.

#1 - John John Florence - 2012 

E para fechar com chave de ouro a gente convoca ele: o fenômeno havaiano John John Florence. A estreia do príncipe de Pipeline entre os melhores do mundo aconteceu meio que por acaso em 2011, mas para a Association of Surfing Professional, que comandava o circuito mundial na época, a estreia oficial do John John na elite do surfe mundial foi em 2012. 

 Na temporada de 2011 a ASP adotou algumas medidas para renovar o circuito e entre essas medidas estava a atualização semestral dos integrantes da elite. E foi nesta renovação, que entraram Miguel Pupo, Gabriel Medina e John John Florence, que substituiu o australiano Yadin Nicol, que estava se recuperando de uma lesão

Apesar dessa estreia, para a ASP John John Florence só brigou pelo título de rookie of the year em 2012. E foi nesse ano, que o Príncipe de Pipe garantiu a quarta colocação geral.  Na etapa do Rio não teve para ninguém, John John despachou Julian Wilson, Josh Kerr e Joel Parkinson para conquistar sua primeira vitória entre os astros do CT. Depois do Rio, com a moral lá no alto, ele seguiu uma trajetória super regular fazendo quartas de final em Fiji, Trestles, nos Estados Unidos e Peniche, em Portugal e chegando a semi em Teahupoo, no Taiti e Hossegor, na França.  Essa sim foi uma belíssima estréia, terminando o ano na quarta colocação do ranking!

 

 

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