AGUARDE
22 março 2019

Os candidatos ao título mundial em 2019

É sempre difícil ter que apontar algum favorito ao título mundial antes mesmo da primeira etapa, mas levando em consideração o histórico e o surfe de cada um, essa aposta fica um pouco mais fácil. Candidato número um da grande maioria, principalmente dos brasileiros é Gabriel Medina. O paulista de 25 anos é um competidor nato, está na elite desde meados de 2011 e conhece muito bem todas as ondas do circuito. Das 11 etapas, já venceu 6. Tem um surfe de costas para onda afiado, um frontside letal e uma habilidade para os tubos fora do comum. Talvez o excesso de confiança seja seu único ponto fraco. Se começar bem a temporada, pode se igualar em títulos mundiais aos ícones Tom Curren, Andy Irons e Mick Fanning, cada um com três canecos.

Italo Ferreira e Filipe Toledo também encabeçam a lista de favoritos, assim como o australiano Julian Wilson. Italo é super-talentoso e um dos goofy footers mais poderosos do circuito. Criado nas direitas de Baía Formosa, o potiguar tem uns dos melhores ataques de backside do Tour, mesclando força, velocidade e muita inovação. Tendo as manobras aéreas e o próprio surfe de costas para onda como ponto forte, pode ir bem em qualquer etapa. Precisa saber dosar sua energia e aprimorar a técnica de competição para alçar vôos mais altos. Em 2018, mesmo ganhando três etapas, ficou de fora da corrida pelo título pela inconsistência. Mas esperamos que agora em 2019 a história seja diferente.

Filipe Toledo é uma caixinha de surpresas. Considerado o surfista mais rápido do top 34, o paulista vem ganhando corpo e experiência ao longo das últimas temporadas. Imprevisível, ele é sempre um dos mais aguardados nas baterias por sua técnica apurada, que inclui um surfe de borda primoroso, um arsenal de aéreos de dar inveja e doses de loucuras quando arrisca tudo numa única manobra. As vezes da certo, porém em outras não. Precisa melhorar mais nas táticas de competição como o uso da prioridade e principalmente nos tubos para a esquerda. É um forte candidato ao título, já que se adapta facilmente em qualquer condição, principalmente se as ondas estiverem quebrando para a direita.

Julian Wilson é aquele eterno candidato. Australiano de carreira sólida, Julian faz parte da elite desde 2011 e de lá pra cá seu pior ranking final foi o 14º lugar em 2014. Vem de um vice-campeonato mundial e um ano produtivo com duas vitórias e o nascimento de sua filha. Completo, o australiano é uma ameaça em qualquer tipo de condição, seja em beach breaks, point breaks ou ondas tubulares e de consequência. Pode ser que finalmente 2019 seja o ano do querido australiano. 

Abaixo dos quatro primeiros do ranking em 2018, aparecem aqueles que podem com muito esforço e pitadas de sorte alcançar a glória. O sul-africano Jordy Smith é um deles. Apesar da grande estatura, Jordy consegue andar bem mesmo em ondas pequenas e muito bem quando as ondas passam de um metro. Tem um bom arsenal de manobras aéreas e um posicionamento regular para os tubos. Se conseguir emplacar bons resultados, pode entrar na briga pelo título, assim como foi em 2010 e 2016, quando terminou como vice-campeão mundial. E claro, não podemos esquecer do havaiano e bicampeão mundial, John John Florence. Mesmo afastado das competições desde maio de 2018, quando sofreu uma contusão na etapa de Keramas, ele jamais pode ser considerado carta fora do baralho. Completo, John John tem um vasto repertório de manobras aéreas, um surfe de borda de dar inveja a qualquer surfista e uma técnica para os tubos que dispensa comentários. Como competidor ele ainda precisa evoluir, mas não parece muito interessado e acredita muito no seu talento para vencer as baterias. O ano de 2019 será de muita expectativa e mais um vez uma corrida alucinante pelo cobiçado título mundial.

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