AGUARDE
21 junho 2017

Os maiores campeões dos esportes de ação

Na lista tem ninguém mais ninguém menos que o E.T do surf, Kelly Slater!

# 10 - Layne Beachley - 7 títulos

 A surfista australiana que possui sete títulos mundiais é uma guerreira desde o início da vida. Nascida prematuramente, a surfista foi adotada ainda em seu primeiro mês de vida, mas aos seis anos a mãe dela faleceu e ela encontrou no surfe a força que precisava para continuar. A primeira competição rolou aos 14 anos e o primeiro título mundial da categoria profissional chegou em 1998, quando ela tinha 26 anos.

Depois de vencida essa barreira, Layne se tornou o principal nome do esporte ao garantir a primeira colocação no ranking também entre as temporadas de 1999 e 2003. Com o seis canecos nas mãos, Layne ainda teve surfe para vencer mais uma vez o CT em 2006 e com isso se tornar a maior campeã do surfe feminino até hoje.

 

# 9 - Gee Atherton - 8 títulos

 O inglês já levou para casa praticamente todos os títulos e prêmios do Mountain Bike Downhill e Freeride. Com 8 títulos mundiais nas costas, Gee começou sua carreira nas bicicletas quando tinha 13 anos e virou sensação no esporte aos 15 anos, junto com seus irmãos Dan e Rachel Atherton, que venceu o prêmio Laureus 2017 de melhor atleta de ação. 

Em 2004, então com 19 anos Gee venceu seu primeiro campeonato mundial de downhill, o que era inevitável depois dos seus resultados na categoria Junior. Neste ano Gee também venceu os campeonatos nacionais e subiu ao pódio em todos os eventos que participou. Depois de se firmar no esporte, o ciclista venceu o campeonato mundial em 2010, 11 e 13 e terminou entre os cinco primeiros colocados em todos os outros anos. Agora com 32 anos, Gee continua nas pistas e ainda promete muitas vitórias.

 

# 8 - Rachel Atherton - 9 títulos 

 O espaço agora é a dona do troféu de melhor representante dos esportes de ação no Laureus 2017, Rachel Atherton. Nascida no Reino Unido, no dia 6 de dezembro de 1987, Rachel se tornou, ao longo dos anos uma das maiores ciclistas de downhill. Depois de vencer muito, ela foi nomeada Jovem Atleta do ano pela revista Times e cresceu muito desde então. Em 2008, ela dominou o circuito mundial e subiu ao lugar mais alto do pódio. Extremamente dedicada e focada, Rachel continua treinando com a mesma empolgação do início da carreira, tanto é que mesmo acumulando 9 títulos mundiais, sendo 4 no circuito mundial de downhill e 5 na Copa do mundo de downhill, ela que já sabia que era uma das favoritas ao prêmio Laureus de 2017, abriu mão da viagem até Monaco para seguir focada nos treinos nos Estados Unidos. São atitudes como essas que mostram que a vida dos campeões muitas vezes é feita mais de suor do que de glória.

 

# 7 - Mike Stewart - 9 + 1 títulos

 O bodyboarder havaiano é referência do esporte e continua na ativa até hoje. Ídolo dentro e fora d’água, Mike tem sua própria marca e hoje patrocina competidores da nova geração.

No bodyboard o título mundial foi decidido durante muito tempo através de um evento único e foi vencendo essas provas, que Mike conquistou grande parte dos seus canecos. No bodyboard acumulou 9 títulos mundiais e muitas outras conquistas não premiadas, como por exemplo o desenvolvimento de manobras. Mas além de tudo isso, em 2016, Mike foi campeão mundial de bodysurf.

 

# 6 - Kelly Slater - 11 títulos

 O maior nome do esporte dos antigos reis polinésios merece a nossa reverência, porque ser 11 vezes o melhor surfista do planeta no formato de competição que o surfe tem, não é fácil. Muitos nomes que estão na lista tem a vantagem de poderem acumular mais de um troféu por temporada e muitos circuitos não são tão extensos quanto o que era organizado pela Association of Surfing Professionals, a ASP, que hoje se transformou na WSL.

Kelly Slater já viu passar pelo menos umas quatro gerações diferentes de surfistas e sempre se reinventando ele se tornou sinônimo do esporte.

E olha que no surfe a idade tem um peso negativo na performance, mas o cara é tão focado, que nem competidores com menos da metade da idade dele conseguiram pará-lo. O primeiro título mundial chegou em 1992 e o 11º em 2011. Nesse meio do caminho, o americano resolveu tirar uns anos de férias, porque estava achando o tour pouco competitivo, mas foi só aparecer alguém que ele imaginou que pudesse superá-lo para a veia competitiva voltar a pulsar forte e ele retomar o seu espaço entre os melhores do mundo.

Os desafios foram mudando ao longo dessas mais de 3 décadas nas quais o Kelly se dedica a competições… foram novos adversários, mudanças no formato de competição, novos equipamentos, novas locações e novas manobras, mas o cara não só tirou tudo de letra, como também se transformou em professor em todos os quesitos. Se existe algum esportista que merece ser analisado dessa lista, esse alguém é Kelly Slater.  

 

# 5 - Nicolas Vouilloz - 13 títulos

 O piloto de mountain bike, que dominou o circuito mundial de downhill durante os anos 1990, é uma referência até hoje. Nós levamos em consideração apenas os canecos conquistados pelo biker francês na categoria profissional, ou seja ao invés de considerarmos 10 troféus, nós contabilizamos somente os sete da pro, mas aí vocês perguntam e como chegaram no número de 13? 

Porque além dos 7 títulos da Copa do mundo de mountain bike downhill, o piloto francês ainda faturou 5 edições da Copa do Mundo da União Ciclistica Internacional. Pois é, para a turma do mountain bike diferentes tours com caráter internacional ajudam, não é mesmo?

 

# 4 - Julien Absalon - 14 títulos

O ciclismo possui diferentes circuitos mundiais e com isso, o atleta pode se tornar o melhor do mundo mais de uma vez numa mesma temporada. E foi assim, aproveitando ao máximo todas as chances de subir no andar mais alto do pódio, que Julien Absalon acumulou 14 títulos mundiais. São eles: 5 campeonatos mundiais, 7 Copas do mundo e duas medalhas olímpicas. Isso mesmo, o mountain biker que disputou a modalidade cross country foi o melhor nos jogos olímpicos de Atenas, na Grécia, em 2004 e Pequim, na China, em 2008.

Criado na região Vosges do nordeste da França, Julien cresceu pedalando pelas montanhas e o fato do mountain bike ter evoluído juntamente com ele, o ajudou muito a se tornar um dos principais nomes da modalidade.  

 

# 3 - Anne Caroline Chausson - 15 titulos

Mais um representante das duas rodas.  A francesa começou a carreira no bicicross, onde levou os títulos mundiais de 1987, 1992 e 1993. No auge, ela surpreendeu todo mundo, quando com 16 anos de idade avisou que ia se dedicar ao mountain bike downhill. A justificativa da biker hoje, era que o mundial de downhill era mais animado para uma garota adolescente. Nesta nova modalidade, entre os anos de 1996 e 2005, Anne Caroline faturou mais 9 canecos mundiais. Nesse meio tempo, ela ainda teve pique para competir disputas de four X  e nesse esporte venceu os títulos mundiais de 2002 e 2003. Aí você pergunta, com 14 troféus de melhor do mundo em casa, ela poderia querer mais alguma coisa?

Claro que sim, ela queria o inédito. Em 2008, em Pequim, rolou a estreia do bicicross nos jogos olímpicos, e bastou o comitê olímpico internacional anunciar essa novidade no BMX para Anne Caroline correr não só atrás e uma vaga para participar do evento na China, como também faturar a primeira medalha de ouro do bicicross no maior evento esportivo do planeta. Entre tantas conquistas importantes, essa medalha de ouro com certeza tem um gostinho especial.

 

# 2 - Robby Naish - 24 windsurf + 3 kite títulos

Filho de um surfista californiano, Robby se mudou ainda na infância com o pai para o Havaí e foi na meca do surfe mundial que ele potencializou o amor dele pelo mar. Praticante de windsurfe desde os 13 anos de idade, esse waterman ganhou seus primeiros troféus mundiais em 1983. De uma vez só ele garantiu os canecos nas modalidades wave, slalom, overall e campeão mundial. Daí em diante não teve para ninguém, o cara fez barba cabelo e bigode e foi difícil ter uma temporada que o competidor não terminasse o tour com pelo menos um título nas mãos. 

Integrante da Laureus Award, o Oscar dos esportes, por toda sua ligação com as modalidades radicias, Robby Naish também pode ser considerado o pai do kitesurfe. Isso porque nos anos 1990, o competidor abriu mão do circuito mundial de windsurfe para divulgar e popularizar o novo esporte. 

Em contato diário com o mar, Robby Naish impressiona em qualquer modalidade de prancha e é um exemplo a ser seguido por quem ama o que faz e se dedica a romper os limites. Dono de uma marca própria, Naish segue ajudando as modalidades que o projetaram como um dos maiores nomes dos esportes de ação de todos os tempos.

 

# 1 - Bjorn Dunkerbeck - 42 títulos

 O Windsurfista, que se aposentou defendendo a bandeira suíça, conquistou o primeiro título mundial em 1988. De lá para cá foram um total de 41 canecos de melhor windsurfista do mundo. Essas conquistas vieram das categorias overall, slalom, racing, wave, freestyle e speed. Extremamente a vontade, mesmo com a chegada de uma nova geração cheia de vigor, Bjorn sempre foi o nome a ser batido no tour, já que quanto mais ele vencia, mais divertido o circuito ficava. Porém, a Professional Windsurf Association, a PWA diminuiu bastante a velocidade mínima do vento para as disputas de race e com isso, Bjorn, que pesa cerca de 100 quilos, começou a ficar distante dos pódios. Sem o animo da vitória como combustível e cerca de 30 anos se dedicando a mesma coisa, em 2014, Bjorn anunciou que estava pendurando a lycra de competição, mas jamais abandonando o esporte.

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