AGUARDE
25 fevereiro 2019

Oscar 2019 Celebra a Diversidade

A premiação quebrou recordes ao distribuir o maior numero de prêmios da historia para profissionais negros e para mulheres.

Uma performance emblemática da banda Queen, acompanhada do cantor Adam Lambert, abriu o Oscar 2019 ao som de  “We Will Rock You” e “We Are the Champions”. Hits que deram o tom à  91º edição da cerimônia realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas , que dessa vez celebrou e exaltou , finalmente, a diversidade no cinema mundial. Após duras críticas e manifestos pela ausência de negros entre os indicados do Oscar de melhor ator e atriz nas edições 2015 e 2016, os integrantes da Academia parecem ter refletido sobre o tema e aprendido uma lição. A premiação quebrou recordes ao distribuir o maior numero de prêmios da historia para profissionais negros, 7 estatuetas e para mulheres, que levaram 15 estatuetas.  

Na primeira coroação da noite, Regina King, que já havia conquistado o Globo de Ouro deste ano, confirmou seu favoritismo e faturou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “Se a Rua Beale Falasse”. Ruth E. Carter se tornou a primeira mulher negra a ganhar uma estatueta de Melhor Figurino. Ela recebeu o prêmio por seu trabalho em Pantera Negra, filme sobre um herói negro e africano. E falando no longa da Marvel, ele também fez história em direção de arte, que consagrou o trabalho de Hannah Beachler e Jay Hart.  Hannah foi a primeira mulher negra a ser indicada e, consequentemente, a vencer na categoria. Os troféus foram recebidos com discursos emocionantes das vencedoras sobre diversidade e gratidão. Mais Tarde, Pantera Negra levou também o premio de melhor trilha sonora original, tornando-se então o filme de super-heróis com mais estatuetas da história.

Na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, Mahershala Ali voltou a vencer. Sua primeira estatueta veio na mesma categoria, em 2017, com Moonlight – Sob a Luz do Luar. Desta vez, ele confirmou seu favoritismo por sua interpretação do músico Don Shirley em “Green Book – O Guia”. Mahershala é o segundo negro na história da premiação com dois Oscar, o outro é Denzel Washington.  

 

 

Infiltrado na Klan rendeu a Spike Lee seu primeiro Oscar na categoria Melhor Roteiro Adaptado.  O cineasta recebeu a homem dourado das mãos do seu grande amigo Samuel L. Jackson. Já o mexicano Alfonso Cuarón venceu o premio de melhor diretor por Roma, repetindo seu feito de 2014, quando venceu por “Gravidade”. Essa foi a quinta vez em seis anos que diretores mexicanos levam a estatueta para casa. O filme venceu ainda melhor fotografia e melhor filme estrangeiro.

 

 

Por seu papel em “A Favorita”,  Olivia Colman bateu a favorita ao premio de Melhor atriz.  De forma divertida e emocionada, em seu discurso, ela chegou a  pedir desculpas a Glenn Close, que era a mais cotada ao prêmio em sua 7ª indicação sem vitória. Rami Malek foi  eleito o melhor ator  por seu papel em "Bohemian Raphsody" e celebrou a chance de contar a história de Freddie Mercury: um homem gay, um imigrante, que viveu a vida sem pedir licença. A cinebiografia que conta a história da banda Queen foi o maior vencedor da noite ao levar a melhor ainda nas categorias melhor montagem, melhor edição de som e melhor mixagem de som.

 

 

O evento também contou com momentos emocionantes , como a performance de Shallow com a química  inquestionável de Lady Gaga e Bradley Cooper. A canção, aliás foi a única que rendeu um Oscar para o filme “Nasce Uma Estrela”.

 

 

Por fim, “ Green Book - O guia”  levou a estatueta mais cobiçada da noite, a de Melhor Filme, além de ter vencido  também a  de melhor roteiro original. O longa é baseado em uma história real e narra a viagem de um pianista negro com um motorista branco pelo sul dos EUA na época da segregação racial. Inicialmente, Green Book era bem cotado à disputa de Melhor Filme, mas foi perdendo força em meio às polêmicas que elenco e produção se envolveram: um tweet de Nick Vallelonga, roteirista do filme, em que criticava muçulmanos foi trazido à tona. Jornais publicaram que o diretor Peter Farrelly tinha o hábito de mostrar o pênis de brincadeira em 1998, no set de Quem Vai Ficar com Mary?, inclusive para a atriz Cameron Diaz,  já o protagonista Viggo Mortensen foi acusado de racismo por usar um termo ofensivo para se referir a um negro. 

 

 

 

 

Tags:
COMPARTILHAR