AGUARDE
08 maio 2018

Piscina de ondas ganha o mundo

Primeiro evento oficial da WSL na piscina de ondas de Lemoore aponta para um novo capítulo no surfe competição

Projetada por longos anos por Kelly Slater e equipe, a piscina de ondas de Lemoore, na Califórnia, prometia abrir um novo horizonte no surfe e cumpriu. Ciente da oportunidade e liderar esse momento a World Surf League realizou pela primeira vez em sua história um evento entre nações no parque chamado de “O Rancho”. 25 surfistas foram convidados e divididos em cinco equipes: Austrália, Brasil, Estados Unidos, Europa e mundo. Capitão do time americano e anfitrião do evento, Kelly Slater acredita que a piscina de Lemoore vai estimular a criação de novas opções de ondas pelo mundo.

A piscina de ondas veio somar ao surfe competitivo. Em 10 ou 20 anos, acredito que veremos vários tipos de tecnologia.


Slater ajudou o time Estados Unidos a garantir a terceira colocação. (FOTO: © WSL / Cestari)

Com o aumento no número de projetos desse tipo, a certeza é que o nível do surfe vai evoluir como nunca. O que tivemos nesse final de semana foi a prova disso, um espetáculo sem precedentes. Diante de ondas perfeitas e idênticas, alguns dos melhores surfistas do planeta puderam apresentar as melhores armas em igualdade de condições.

Na primeira rodada todos surfaram 3 esquerdas e três direitas e a melhor nota para cada lado dos cinco integrantes de cada grupo foram computadas. Com esse somatório as três melhores equipes seguiram para a decisão:  Estados Unidos, Brasil e Mundo.

Na fase final, as três equipes foram divididas em cinco baterias de 3 surfistas cada, com um participante de cada time e apenas nas duas últimas disputas o vencedor ganhou quatro pontos e não os 2 pontos dos primeiros embates. Na primeira bateria Gabriel Medina conquistou a liderança colocando o seu vasto repertório de manobras em cena para a direita  e ganhar um 9,67.


Capitão do time brasileiro, Medina foi o primeiro a competir na final e garantiu a melhor nota da rodada, 9,67. (FOTO: © WSL /Cestari)

 

Na sequência o time norte-americano empatou a disputa graças ao talento de Lakey Peterson. Em seguida no terceiro embate Kainoa Igarashi, do Japão, vez bonito e o placar ficou empatado mais uma vez, mas agora com os times de Brasil e Mundo juntos na frente.

Então na quarta disputa, a nossa guerreira,  Silvana Lima entubou profundo para a direita e ao receber um 9,17 venceu a bateria colocou quatro pontos no placar geral, o que deixou o Brasil isolado na liderança com 7 pontos, deixando a equipe Mundo em segundo com 4 pontos e time Yankee em terceiro com 3 pontos.

Aí veio a última e decisiva batalha e a seleção brasileira viu o troféu escapar entre os dedos, quando Jordy Smith assumiu a responsabilidade pelo time Mundo. Com seu estilo polido, muita cadência, força e um belo fake air na última sessão da direita o sul-africano conquistou um 9.27 e jogou a pressão pra cima de Filipe Toledo e Kelly Slater… e nas duas tentativas que cada um deles teve para virar o jogo Slater foi quem chegou mais perto com um 9 cravado, enquanto Filipinho não passou de um 7,33. Assim Jordy garantiu os 4 pontos reservados ao primeiro colocado da disputa e com isso, ajudou o grupo mundo a alcançar 8 pontos no total e garantir o título do primeiro Founders Cup of Surfing.


Para garantir vaga na final, o time Mundo precisou encarar uma bateria de desempate contra a seleção australiana. (FOTO: © WSL / Cestari)

Os azarões estão no topo!

Último brasileiro a entrar em cena, Filipe Toledo terminou na lanterninha da bateria que teve Kelly Slater como segundo colocado. Mas essa não é essa atuação de Filipe que vai ficar marcada no evento. O brasileiro que domina o surfe contemporâneo como poucos, mostrou todo o potencial da piscina nas eliminatórias de sábado. O brasileiro foi o único a conseguir uma nota dez na competição, o que lhe valeu um belo carrão de um dos patrocinadores do evento.

O Founders Cup  of Surfing foi um divisor de águas para o surfe competição em vários cenários: foi a estreia oficial da World Surf League na piscina de ondas, foi o primeiro evento entre nações da entidade e ainda serviu como teste para o formato de julgamento para o surfe nas olimpíadas.


Dono da única nota 10 do evento, Filipe Toledo ganhou um carro de priemio. (FOTO: © WSL / Cestari)

 

RESULTADO FINAL DA WSL FOUNDERS´ CUP OF SURFING

Campeão: MUNDO – 8 pontos nas finais

Jordy Smith (AFR), Kanoa Igarashi (JAP), Michel Bourez (TAH), Paige Hareb (NZL), Bianca Buitendag (AFR)

Vice-campeão: BRASIL – 7 pontos

Gabriel Medina (SP), Adriano de Souza (SP), Filipe Toledo (SP), Silvana Lima (CE), Tainá Hinckel (SC)

Terceiro lugar: ESTADOS UNIDOS – 3 pontos

Kelly Slater, John John Florence (HAV), Kolohe Andino, Carissa Moore (HAV), Lakey Peterson

RESULTADOS DAS CINCO BATERIAS QUE DECIDIRAM O TÍTULO:

------cada surfista somou a maior nota recebida na direita ou na esquerda:

1.a bateria:

1.o: BRASIL – Gabriel Medina com nota 9,67 – 2 pontos

2.o: MUNDO – Michel Bourez com nota 5,27 – 1 ponto

3.o: ESTADOS UNIDOS – John John Florence com nota 3,90 – 0 ponto

2.a bateria:

1.o: ESTADOS UNIDOS – Lakey Peterson com nota 8,00 – 2 pontos

2.o: MUNDO – Bianca Buitendag com nota 6,07 – 1 ponto

3.o: BRASIL – Tainá Hinckel com nota 5,67 – 0 ponto

3.a bateria:

1.o: MUNDO – Kanoa Igarashi com nota 8,93 – 2 pontos

2.o: BRASIL – Adriano de Souza com nota 8,57 – 1 ponto

3.o: ESTADOS UNIDOS – Kolohe Andino com nota 7,77 – 0 ponto

4.a bateria:

1.o: BRASIL – Silvana Lima com nota 9,17 – 4 pontos

2.o: ESTADOS UNIDOS – Carissa Moore com nota 8,77 – 1 ponto

3.o: MUNDO – Paige Hareb com nota 6,07 – 0 ponto

5.a bateria:

1.o: MUNDO – Jordy Smith com nota 9,27 – 4 pontos

2.o: ESTADOS UNIDOS – Kelly Slater com nota 9,00 – 1 ponto

3.o: BRASIL – Filipe Toledo com nota 7,33 – 0 ponto

JEEP LEADERBOARD DAS TRÊS RODADAS CLASSIFICATÓRIAS PARA AS FASES FINAIS:

1.o lugar: ESTADOS UNIDOS – 83,06 pontos

17,80 pontos – Carissa Moore (HAV) – notas 9,43 na direita e 8,37 na esquerda

17,27 – Kelly Slater – notas 8,47 na direita e 8,80 na esquerda

17,23 – John John Florence (HAV) – notas 9,80 na direita e 7,43 na esquerda

16,23 – Kolohe Andino – notas 7,43 na direita e 8,80 na esquerda

14,53 – Lakey Peterson – 7,93 na direita e 6,60 na esquerda

2.o lugar: BRASIL – 80,47 pontos

19,40 pontos – Filipe Toledo – notas 10,0 na direita e 9,40 na esquerda

17,70 – Gabriel Medina – notas 9,17 na direita e 8,53 na esquerda

16,60 – Adriano de Souza – notas 7,93 na direita e 8,67 na esquerda

16,00 – Silvana Lima – notas 8,33 na direita e 7,67 na esquerda

10,77 – Tainá Hinckel – notas 5,10 na direita e 5,67 na esquerda

3.o lugar: MUNDO – 78,96 pontos

18,07 pontos – Jordy Smith (AFR) – notas 9,07 na direita e 9,00 na esquerda

16,30 – Michel Bourez (TAH) – notas 7,50 na direita e 8,80 na esquerda

16,06 – Paige Hareb (NZL) – notas 8,33 na direita e 7,73 na esquerda

16,00 – Kanoa Igarashi (JAP) – notas 8,83 na direita e 7,17 na esquerda

12,53 – Bianca Buitendag (AFR) – notas 4,93 na direita e 7,60 na esquerda

4.o lugar: AUSTRÁLIA – 78,96 pontos

17,50 pontos – Mick Fanning – notas 8,43 na direita e 9,07 na esquerda

16,86 – Stephanie Gilmore – notas 8,23 na direita e 8,63 na esquerda

16,50 – Tyler Wright – notas 9,33 na direita e 7,17 na esquerda

14,80 – Matt Wilkinson – notas 6,43 na direita e 8,37 na esquerda

13,30 – Joel Parkinson – notas 7,43 na direita e 5,87 na esquerda

5.o lugar: EUROPA – 72,98 pontos

17,67 pontos – Leonardo Fioravanti (ITA) – notas 9,57 na direita e 8,10 na esquerda

17,24 – Jeremy Flores (FRA) – notas 8,47 na direita e 8,77 na esquerda

14,37 – Johanne Defay (FRA) – notas 7,00 na direita e 7,37 na esquerda

14,00 – Frederico Morais (PRT) – notas 6,83 na direita e 7,17 na esquerda

9,70 – Frankie Harrer (ALE) – notas 3,83 na direita e 5,87 na esquerda

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