AGUARDE
23 fevereiro 2015

Prova de Contato com Henrique Pinguim

Fotos alucinantes!

Começou nessa vida por diversão, registrando imagens dos amigos, mas em pouco tempo decidiu que era isso que queria fazer o tempo inteiro. Henrique Pinguim é atualmente um dos fotógrafos de surfe mais produtivos do Brasil e muito solicitado pela imprensa internacional.

O Woohoo escolheu esse carioca, local do Leme, pra inaugurar a série de portfólios, Prova de Contato, que será publicada regularmente no nosso site, acompanhada de uma pequena entrevista dos protagonistas que, nesse caso, por estarem atrás da câmera, raramente são o alvo das atenções.

Voltando a Henrique, ele fez vários cursos, um deles com o Sebastian Rojas (um dos mais experientes fotógrafos aquáticos do Brasil), que se tornou um dos seus grandes incentivadores, acreditando no seu talento. Sebá parece ter acertado em cheio, porque de algum tempo pra cá esse moço não fica quieto em casa.

1. O que é que você está fazendo agora?

Tenho viajado bastante, graças a Deus. Acabei de voltar de um trabalho no arquipélago de Telo, norte da Sumatra e emendei com outro trabalho no Tahiti. É bem cansativo pois são horas em aeroportos, tira mala, abre mala, faz check-in, fica horas nas conexões mas tudo é esquecido quando estou no line up fotografando tubos perfeitos.

2. O que é que você ainda não fez e quer fazer?

Os meus projetos tem dado bastante certo, tenho conhecido lugares incríveis, trabalhado com todos os surfistas e bodyboarders profissionais. O que eu ainda não fiz que gostaria de fazer? Acredito que estou no momento realizando tudo que ainda não fiz.

3. Antes de virar fotógrafo, você trabalhou na rádio. Como foi essa experiência e como é que aconteceu a transição para a fotografia de surfe? 

Eu nunca imaginei que um dia poderia me tornar fotógrafo profissional. Comecei de brincadeira acoplando uma câmera na minha prancha de bodyboard. Quando o mar estava ruim eu fotografava meus amigos. Chegava em casa e quando ia ver o resultado sempre tinha algo legal pra compartilhar. Resolvi então estudar fotografia, pois achei que podia ter algum talento com a ajuda do meu posicionamento dentro d’água.

Com o tempo de estudo e investimento os resultados foram surgindo rapidamente. Como já trabalhava na rádio eles aproveitaram e me contrataram como fotógrafo oficial, pois a demanda de eventos para registrar era incrível. Foi uma excelente experiência, pois fotografava todos os dias nos mais diversos tipos de eventos. Devo muito a toda equipe da Rádio FM O Dia, onde aprendi muito.

Paralelo ao trabalho na rádio, eu continuei com as fotos de surf, conquistando meu espaço em quase todas as publicações do mundo. Daí em seguida fui viver o sonho de dar algumas voltas ao mundo registando as ondas dos sonhos.

O que eu ainda não fiz que gostaria de fazer? Acredito que estou no momento realizando tudo que ainda não fiz.

4. E ser bodyboarder e local do Leme o ajudou de fato a tornar-se fotógrafo aquático?

Sim! Sem dúvida alguma. O posicionamento e a leitura de como me posicionar na água eu devo ao bodyboard.

5. Você ainda surfa de bodyboard? Quais são para você os melhores picos (tanto no Brasil como no mundo) tanto pra surfar como pra fotografar?

Assumo que dei uma abandonada no bodyboard como meu esporte. Mas já me arrependi (risos). Todos meus amigos me perguntavam como eu conseguia ver altas ondas e não ter vontade de tirar um tubo. Respondia que ficava muito feliz quando conseguia fazer uma foto boa junto de algum surfista no tubo. Sentia a mesma sensação e ficava tranquilo, pois me sentia bem nadando e conversando com meus amigos dentro d’água. Só que aos poucos fui percebendo que podia ficar mais amarradão ainda. Que podia fazer o meu trabalho e depois aproveitar os tubos. Foi assim agora na ilha de Telo, peguei um mar perfeito sozinho logo após ter feito meu trabalho.

Os melhores picos na minha opinião são: Leme, Pipeline (Hawaii) São Conrado, Shorebreak (uma laje de pedra no posto 6 de Copacabana), Desert Point (Sumbawa - Indonésia), Greebush (Mentawai - Indonésia) e Teahupo’o (Tahiti).

6. Se pudesse roubar uma foto qual seria, ou seja, qual a foto que você gostaria de ter tirado e não tirou?

Poxa, difícil essa… Na minha profissão eu sigo e me inspiro em alguns nomes que fazem coisas absurdas com ângulos e luzes bem diferenciados.

 

 

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