AGUARDE
13 julho 2015

SuperSurf está de volta

Primeira etapa vai ser disputada em Maresias e conta com nomes conhecidos pela torcida brasileira

A contagem regressiva para a reestreia do SuperSurf chega ao fim nessa semana, com a primeira das quatro etapas começando nesta quarta-feira, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. A expectativa pela volta do evento que durante uma década promoveu o circuito nacional mais rico do mundo (de 2000 a 2009) era grande e o limite de participantes precisou ser estendido de 144 para 160 surfistas. Competidores de treze estados do país estarão se digladiando nos confrontos de gerações entre grandes estrelas do passado, do presente e do futuro do surfe brasileiro, na mesma Praia de Maresias onde foi inaugurado o SuperSurf no ano 2000 com vitória do ícone Fábio Gouveia.

Odirlei Coutinho

Fabinho já não compete mais, mas será representado pelo seu filho, Ian Gouveia. A maioria dos 160 inscritos é de São Paulo, 53. O segundo maior pelotão estadual é de Santa Catarina, com 31 surfistas, seguido pelo Rio de Janeiro (24), Ceará (15), Pernambuco (10), Bahia (8), Paraná (5), Espirito Santo (4), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (3), Paraíba (2), Alagoas (1) e Fernando de Noronha (1). Eles foram divididos em quatro fases de dezesseis baterias, sendo 64 na primeira, 32 na segunda, 32 na terceira e os 32 principais cabeças de chave só entram na quarta rodada do Oi SuperSurf.

Os confrontos de gerações já começam desde a primeira fase, com ex-tops do WCT, como Victor Ribas, Danilo Costa e Bernardo Pigmeu, por exemplo, enfrentando quem está iniciando na carreira de surfista profissional. Entre os inscritos nesta primeira etapa, apenas 47 já vestiram a lycra de competição do SuperSurf na década de ouro do Circuito Brasileiro e dez deles competiram em Maresias no ano 2000, como o potiguar Danilo Costa, o alagoano Tânio Barreto, que foi campeão brasileiro em 2001, os paulistas Odirlei Coutinho e Costinha, os cariocas Raoni Monteiro, Marcelo Trekinho e Anselmo Correia, o cearense Dunga Neto, o pernambucano Paulo Moura e o catarinense Rodrigo Wazlawick.

Peterson Rosa em ação no SuperSurf

"Foi a melhor época do surfe brasileiro, foram 10 anos de glória para vários surfistas que tiveram a chance de competir num circuito tão forte, com grande mídia, era o melhor circuito nacional do mundo, então precisava voltar neste momento tão difícil do circuito brasileiro nos últimos anos", disse Odirlei Coutinho.

"Eu tive o privilégio de competir desde o início, nunca sai da elite, então enfrentei vários caras durante todos esses anos, como o Neco Padaratz, Mineirinho, Renato Galvão, Tadeu Pereira, Joca Júnior, Jojó de Olivença, etc. toda a galera nova, várias gerações, era demais. O Brasil estava precisando de um gás novo e o surfe brasileiro vai ganhar muito com a volta do SuperSurf

Odirlei ainda é o recordista de vitórias em baterias (94) e outro ubatubense também fez história no SuperSurf, Renato Galvão. Ele faturou os títulos brasileiros de 2004 e 2007 e foi quem mais ganhou etapas, cinco, colecionando três carros zero Km de prêmio extra como outro bicampeão brasileiro em 2002 e 2003, o carioca Leonardo Neves. Além deles, mais sete participantes do Oi SuperSurf já escreveram seus nomes na "Galeria de Campeões" da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP): o cabo-friense Victor Ribas (1997), o paranaense Jihad Kohdr (2006), o carioca Gustavo Fernandes (2008), o cearense Messias Felix (2009 e 2012), os catarinenses Jean da Silva (2010) e Tomas Hermes (2011) e o paulista David do Carmo (2013).

Trekinho vai competir em Maresias

"Foi um momento mágico do circuito brasileiro, quando a galera podia viver bem do surfe, todo mundo podia construir sua vida ali e Graças a Deus eu aproveitei a oportunidade nos sete anos que fiz parte da elite", disse Renato Galvão.

"Foi o SuperSurf que projetou a minha carreira, me deu a chance de conseguir bons patrocinadores. Eu pude correr o Circuito Mundial com os destaques que fui tendo no Circuito Brasileiro. Essa é a importância de termos um Circuito Brasileiro forte. Estes três últimos anos foi bem difícil para a galera que vive no Brasil, não tivemos Circuito Brasileiro, muita gente desistiu, parou, a galera que continuou vários estão sem patrocínio. Acho que um circuito forte, com mídia como era antes, vai ser bom também para as marcas nacionais voltarem a investir nos atletas".

Além dos campeões brasileiros, a nova geração também terá que encarar surfistas que já fizeram parte do seleto grupo dos melhores do mundo que disputam o WCT, como Victor Ribas, que até o título de Gabriel Medina no ano passado era quem tinha conseguido a melhor posição no ranking mundial, terceiro lugar. O carioca Raoni Monteiro era da elite até o ano passado e os outros que também defenderam o país na divisão principal do esporte são o cearense Heitor Alves, o carioca Leonardo Neves, o paranaense Jihad Kohdr, o potiguar Danilo Costa e os pernambucanos Paulo Moura e Bernardo Pigmeu. Todos eles estarão se apresentando durante esta semana no Oi SuperSurf de São Sebastião.

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