AGUARDE
25 janeiro 2019

Surfistas brasileiras para ficar de olho em 2019

Yanca Costa / Foto: Juliano Cersossimo

 

O circuito da elite mundial de surfe feminino passou por uma renovação incrível nos últimos anos. Para se ter uma ideia, há exatos 10 anos a brasileira Silvana Lima  representava a força nova geração na elite. A cearense Silvana faturou duas etapas  do CT em 2009 e finalizou o ano como vice-campeã mundial. Uma década se passou e hoje, aos 34 anos, a pequena gigante é a mais experiente do tour. Em tempos de tempestade brasileira, cresceu a cobrança por uma substituta para a Silvana num futuro próximo. Enquanto muitos insistem em afirmar que existe um hiato enorme entre Silvana e os novos talentos, eu me arrisco em listar algumas competidoras que vale a pena ficar de olho em 2019. Tirando a Tainá Hinckel, todas as surfistas relacionadas abaixo sofrem com a falta de patrocínio. 

 

Tainá Hinckel (SC) - 15 anos

A catarinense Tainá Hinckel está amadurecendo a cada temporada. Em 2017 ela participou da 3ª etapa do CT em Saquarema, em 2018 ela integrou a equipe brasileira no Founder’s Cup of Surfing, competição especial realizada na piscina de ondas do Kelly Slater, e fechou a temporada dominando a última etapa do circuito Brasileiro da ABRASP. 

 

 

Anne dos Santos (RJ) - 16 anos 

Anne dos Santos surgiu no Brasil de forma estrondosa nos eventos regionais e nacionais em 2018. Carioca radicada na Austrália, Anne finalizou a temporada passada como vice-campeã estadual profissional do RIo de Janeiro, ficou em quarto no ranking final do circuito brasileiro da CBSurf e chegou às quartas de final em algumas provas do QS na América do Sul. 

 

 

Yanca Costa (CE) - 19 anos

A cearense radicada no Rio de Janeiro foi um dos destaques do surfe brasileiro em 2018. Numa temporada que marcou o retorno dos eventos profissionais para as mulheres no país, Yanca se consagrou campeã carioca e fez duas semifinais em etapas do QS. Com o apoio do técnico Leandro Bastos,  Yanca pretende se jogar de cabeça no circuito de acesso ao CT, no entanto ainda falta um patrocínio principal. 

Larissa dos Santos (CE) - 19 anos 

A cearense Larissa Santos é local do Titanzinho, o mesmo pico que já deu ao surfe nacional ícones como Fabio Silva, Pablo Paulino  e Tita Tavares. Tricampeã brasileira amadora júnior pela CBSurf, em 2018 Larissa conquistou seu primeiro título profissional em 2018 pela mesma entidade.   

Larissa Santos / Foto: Aleko-Stergiou

Kayane Reis (RJ) - 20 anos

A saquaremense Kayane Reis despontou no cenário nacional aos 14 anos dominando as categorias de base. Ela representou o Brasil na final internacional do Grom Search na Austrália em 2014. Em 2017 a surfista foi campeã estadual do Rio de Janeiro e no ano seguinte participou da triagem para a etapa brasileira do CT em Saquarema. Em 2018 ela teve alguns resultados expressivos como o vice-campeonato no Marica Surf Pro e a vitória no Oi Jogos Cariocas de verão. Esse ano Kayane pretende participar do circuito Carioca, Brasileiro e de algumas provas do QS. 

 

 

Monik Santos (PE) - 27 anos

A pernambucana, que aos 13 anos conquistou o título de campeã brasileira amadora open, foi a melhor brasileira nas etapas do QS em território nacional em 2018. Ela ficou em segundo lugar nas etapas do QS de São Chico (SC) e Itacaré (BA) e faturou a etapa do QS no Rio de Janeiro (RJ). Esse ano ela pretende participar das principais etapas do circuito de acesso ao CT e atualmente está com um projeto numa plataforma de financiamento coletivo para arrecadar a verba para as primeiras viagens da temporada. Saiba mais: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/monik-santos-rumo-a-australia

Monik Santos / Foto: Fabriciano Jr. 

 

Camila Cassia (SP) - 28 anos

A temporada de 2018 contou com dois circuitos profissionais e Camila Cassia foi campeã de um deles, o da ABRASP. Além do título da tradicional entidade, a paulista teve bons momentos em eventos do QS como os terceiros lugares em provas fora do Brasil: o Rip Curl Pro, na Argentina,  e Copa Triathlon Reef Pro, no Peru. 

Camia Cassia / Foto: Pedro Monteiro

Gilvanilta Ferreira (RN) - 28 anos

Gilvanilta Ferreira nasceu e cresceu na comunidade de Ponta Negra, Natal. Surfista profissional há mais de 10 anos, a potiguar tem um estilo de surfe agressivo e sempre chamou atenção por suas  manobras aéreas. Por conta da falta de patrocínio, Gil teve que abrir mão de diversos campeonatos nos últimos anos. Em 2018 ela abraçou a oportunidade dada pela Escola West1 e embarcou para  Austrália para um intercâmbio de 1 ano. No entanto, Gilvanilta segue sem patrocínio principal para competir e está com um projeto em andamento na plataforma Chuffed. Colabore aqui: https://chuffed.org/project/get-to-the-top-world-surf-league-2019

 

 

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