AGUARDE
14 setembro 2018

Surfistas fazem mobilização online contra a CBSurf

Na última quarta-feira, 12 de setembro, a Confederação Brasileira de Surf anunciou que a equipe brasileira não iria para o ISA World Surfing Games em Tahara, no Japão. Os surfistas foram surpreendidos com a notícia horas antes do embarque e a justificativa da CBSurf é que, por conta da demora para obtenção do visto de algumas atletas, eles não tiveram tempo hábil para comprar as passagens, viabilizar hospedagem e custos de alimentação. Sendo assim a entidade optou por cancelar a ida da delegação. 

Indignados com a situação, os surfistas se mobilizaram e criaram um abaixo-assinado online pedindo a mudança da atual gestão da Confederação brasileira de surfe. A petição já conta com mais de 6 mil assinaturas e recebeu o apoio de ícones do esporte como o atual líder do CT Filipe Toledo, o também integrante da elite Italo Ferreira e o campeão mundial de 2015 Adriano de Souza.  Assine aqui: https://bit.ly/2QtpMMx

Diante da polêmica, o Comitê Olímpico Brasileiro divulgou uma nota esclarecendo os fatos. Confira:  

“O COB aprovou a liberação de verba para o projeto apresentado pela CBSurf para o ISA Games no dia 17 de julho, com previsão de repasse de recurso e início da execução do projeto pela CBSurf em 1º de agosto. No entanto, na data prevista para repasse, a CBSurf estava impossibilitada de receber recursos da Lei Agnelo/Piva por não ter apresentado documentos necessários e obrigatórios para prestação de contas de projetos anteriores.

Assim que a CBSurf regularizou sua situação de prestação de contas, no dia 3 de setembro, o recurso foi disponibilizado. Durante o período em que a CBSurf estava impossibilitada de receber recursos, o COB informou que poderia executar o projeto, como atualmente atua com algumas Confederações, com o objetivo de não causar prejuízos aos atletas. A CBSurf optou por aguardar o momento que pudesse receber o recurso e executar o projeto.

Na quinta-feira, 6 de setembro, a CBSurf esteve no COB e informou diversas dificuldades operacionais internas para contratação de passagens aéreas, hospedagem, alimentação e aluguel de veículo, que poderiam acarretar problemas na futura prestação de contas da entidade junto ao COB. O COB então deu orientações para que a Confederação pudesse seguir com o planejamento.

Na segunda-feira, dia 10, a CBSurf esteve novamente no COB e informou que não tinha conseguido fazer nenhuma das contratações necessárias. Mesmo diante do curtíssimo prazo para a viagem, o COB buscou, mais uma vez, auxiliar a confederação na organização desta ação.

Em relação às passagens aéreas, na data em que as reservas foram solicitadas, só havia disponibilidade em empresas aéreas com conexão nos Estados Unidos, onde é necessário visto para entrada no país. A CBSurf era a responsável por conseguir os vistos para seus atletas e a equipe feminina não dispunha de visto americano. Pela Europa, só havia disponibilidade de passagens de primeira classe e a Lei Agnelo/Piva não permite a compra de passagens desta categoria. Desta forma, essa ação não pôde ser realizada no tempo necessário para participação no evento.

Por decisão da CBSurf, a participação no Mundial foi então cancelada.”

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