AGUARDE
20 maio 2016

Woohoo 10 anos - Da revista ao canal

Bagagem é o que não falta

Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, fim da década de 1970. Foi nesse belo cenário que o jovem empreendedor apaixonado pelo surfe, Antonio Ricardo, abordou Ricardo Bocão, para que juntos criassem um projeto editorial voltado especialmente para o público jovem. Naquela época, Bocão já era surfista profissional, big rider e colunista da clássica revista Brasil Surf. Ali nasceu uma parceria que já dura mais de 35 anos.

Parceria que deu certo. (Foto: Arquivo)

Parceria que deu certo. (Foto: Arquivo)

Os criadores e suas criaturas

Tudo começou em novembro de 1979, com a revista “Realce”, que tinha no cardápio esportes de ação, principalmente o surfe e o skate; música; moda e outras manifestações artísticas. Quatro anos (abril de 1983) e muitas edições depois, a publicação saiu do papel para invadir a tela da TV. Para surpresa de muita gente, o programa se transformou em um fenômeno. A cada semana, um conteúdo vibrante conseguia um alcance nacional e entrava de vez para a história da comunicação jovem. Quem viveu naquela época, confirma.

Não existia nada parecido lá fora, muito menos no Brasil, afirma Ricardo Bocão

Antonio Ricardo e Ricardo Bocão levaram as primeiras notícias sobre esportes de ação a milhares de lares do Brasil, em uma época que Internet e alta velocidade de informação eram coisas de um futuro distante. O jovem da década de 1980 não tinha quase nada para ver na TV e o programa era o seu alento semanal. Como falar do Realce e não lembrar de entrevistas históricas? Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, por exemplo, ainda estavam no começo de suas carreiras e marcaram presença por lá. Isso sem falar em coberturas históricas do circuito mundial de surfe, imagens clássicas do processo de popularização do skate e clipes musicais que marcaram época. Depois dessa revolução cultural, no ano de 1991, o projeto chegou ao fim.

A história continuou a ser escrita

Quem pensa que o sonho parou por aí, está enganado. A “quatro mãos”, a dupla comandou o “Ombak”, na MTV Brasil, o primeiro programa sobre esportes de ação dentre as 62 emissoras da rede MTV espalhadas pelos quatro cantos do globo. O programa teve duas temporadas, 1991 e 1992, até que Antonio Ricardo e Ricardo Bocão foram se aventurar em águas mais profundas.
De 1993 até 2005, a dupla, que naquela época já tinha uma equipe fiel caminhando junto, começou a fazer mais de 15 programas diferentes em um sistema de co-produção com o canal SporTV da Globosat. Ao longo desses 12 anos, os dois viajaram pelo mundo trabalhando e surfando, é claro. Foram mais de 15 países visitados várias vezes para cobrir o circuito mundial de surfe, projeto que recebeu o prêmio de melhor cobertura pela Associação de Surfistas Profissionais em 1997 e 1999. Entre os programas feitos naquela época, vale destacar a revista semanal Rip, a cobertura dos circuitos mundiais de surfe, skate e bodyboard, e a série documental - Histórias do Surfe Brasileiro. Mas Antonio Ricardo e Ricardo Bocão queriam mais. O sonho de ter um canal especializado em esportes de ação, comportamento e cultura jovem estava mais perto do que eles imaginavam. Até que no dia 22 de maio de 2006, o Canal Woohoo entrava no ar pela primeira vez.
Ricardo Bocão e Antonio Ricardo queriam voar ainda mais alto. (Foto: Arquivo)

Ricardo Bocão e Antonio Ricardo queriam voar ainda mais alto. (Foto: Arquivo)

O sonho vira realidade

Fazendo jus à força do pioneiro e revolucionário Realce, o canal chegou com um conteúdo variado, mas sempre com o foco no público jovem e nos amantes dos esportes de ação, sem se esquecer daquele toque especial de cultura. A programação contempla o jornalismo do Woohoo News, a informação especializada do Surfe Clube, o cotidiano de personalidades com os reality shows, além dos documentários e debates sobre os mais variados assuntos.
Equipe do Woohoo. (Foto: Arquivo)

Equipe do Woohoo. (Foto: Arquivo)

O tempo passou e dez anos depois, o Woohoo está entre os 20 canais com a maior distribuição e números de assinantes da TV por assinatura do Brasil, chegando a mais de 13 milhões de residências em todo o país. E tudo isso com muito amor e dedicação ao esporte, a cultura e à informação.

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