AGUARDE
13 julho 2016

WSL x Tubarão

Entidade máxima do surfe aposta na tecnologia para espantar os tubarões do CT de Jeffreys Bay

Depois do incidente com o australiano Mick Fanning na final do CT de Jeffreys Bay em 2015, a World Surf League está fazendo uso de um novo sistema de segurança anti-tubarão que pretende proteger ainda mais os competidores. Trata-se da Clever Buoy, uma boia especializada em detectar animais com mais de dois metros na água. Uma equipe do Woohoo está lá na África do Sul, palco da sexta etapa do CT 2016, e conversou com o tour manager da WSL, Renato Hickel.
Renato Hickel explica ao Woohoo como funciona o sistema anti-tubarão. (Foto: Gabriel Rios)

Renato Hickel explica ao Woohoo como funciona o sistema anti-tubarão. (Foto: Gabriel Rios)

"Em Jeffreys Bay, pela primeira vez, a gente está usando a chamada Clever Buoy. É uma tecnologia nova desenvolvida na Austrália, já foi testada em Bondi Beach, Sydney, e como eu disse, estamos implementando pela primeira vez em um evento da WSL. É um programa de computador desenvolvido com a ajuda de sonares. A gente tem uma boia amarela colocada no line up que é um transponder e duas boias laranjas que demarcam onde o sonar foi ancorado no fundo do oceano. Eles têm um raio de 120º cada um e uma distância de 70 metros de largura por 80 metros de comprimento. E qualquer animal com mais de dois metros detectado dentro dessa área é acusado na central de controle. Imediatamente, eles emitem um aviso à equipe de segurança de água (os barcos e jet skis) para que eles investiguem. O programa dá até 99% de certeza se é um tubarão ou um golfinho, por exemplo. Se for um tubarão, a gente retira os surfistas da água e coloca a prova em espera."
A Clever Buoy é a aposta da WSL contra os tubarões de J-Bay. (Foto: Gabriel Rios)

A Clever Buoy é a aposta da WSL contra os tubarões de J-Bay. (Foto: Gabriel Rios)

Nós detectamos um tubarão um dia antes do início da prova, mas a espécie não era agressiva

"Além dos sonares na água, nós estamos fazendo monitoramento aéreo também. Estamos utilizando os aviões que fazem a proteção dos rinocerontes nos parques africanos porque eles são bem silenciosos e voam muito baixo. Eles estão fazendo o patrulhamento não só da área de competição, mas também fora dela."
Esse ano, aviões fazem parte do patrulhamento aéreo do CT de J-Bay. (Foto: Gabriel Rios)

Esse ano, aviões fazem parte do patrulhamento aéreo do CT de J-Bay. (Foto: Gabriel Rios)

"Um dia antes do início da competição, nós detectamos um tubarão de três metros. Mas a gente sabe que aqui em Jeffreys Bay existe uma espécie de tubarão que nada e se alimenta no fundo do oceano e não ataca, não é agressivo. O do ano passado, no incidente com o Mick Fanning, era um tubarão branco e é com esses que a gente têm que se preocupar e ter mais cuidado."

"A maioria dos atletas recebeu com muito bons olhos o implemento dessa nova tecnologia e as outras opções de patrulhamento. Todo mundo sabe que não existe opcão 100% segura e que a gente ainda assim, corre risco. Mas eles, certamente, apreciam o empenho da WSL em incrementar a segurança de água."

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